Japão mantém alerta cambial e sinaliza prontidão para conter fraqueza do iene

A ministra das Finanças afirmou que o governo está em contato com os EUA para responder a oscilações na moeda, que se recuperou de mínimas de 40 anos após dados de emprego americanos

Reuters

Ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama 21 de abril de 2026. REUTERS/Kim Kyung-Hoon
Ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama 21 de abril de 2026. REUTERS/Kim Kyung-Hoon

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TÓQUIO, 3 Jul (Reuters) – O ⁠Japão emitiu um novo alerta aos mercados cambiais ‌nesta sexta-feira, quando a ministra das Finanças, Satsuki Katayama, afirmou que o governo mantém contato ‌regular com os Estados Unidos sobre questões cambiais e continua pronto para sustentar o iene depois que a moeda se recuperou de mínimas de 40 anos.

O iene obteve algum alívio com ⁠a ‌fraqueza generalizada do dólar depois que o ⁠relatório fraco de empregos dos EUA divulgado na quinta-feira afastou as apostas do mercado quanto a aumentos iminentes da taxa de juros pelo Federal Reserve.

“Nossa postura não mudou em ​nada. Responderemos de forma adequada a qualquer momento, conforme necessário”, disse Katayama em uma coletiva ​de imprensa de rotina, quando questionada sobre a fraqueza persistente do iene.

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Enfatizando a vigilância do governo, Katayama disse que as autoridades japonesas e norte-americanas permanecem em contato próximo sobre ‌questões cambiais, “mesmo quando os EUA estão ​em feriado”.

O iene subiu repentinamente em relação ao dólar na quinta-feira, com os operadores atentos à possibilidade de intervenção ⁠e nervosos ​com uma possível ​nova abordagem para a compra oficial de moeda. Os operadores ⁠afirmaram que o movimento foi ​pequeno demais para sugerir uma intervenção.

O iene era negociado a 161,2 por dólar nesta sexta-feira, tendo ​se recuperado da mínima de 40 anos de 162,84 atingida na terça-feira.

A fraqueza prolongada ​da moeda ⁠tornou-se uma dor de cabeça crescente para as autoridades, inflacionando o ⁠custo das matérias-primas importadas e agravando a pressão sobre famílias e empresas que já enfrentam preços mais altos de energia ligados à guerra no Irã.

(Reportagem de Makiko Yamazaki, Tom Westbrook e Leika ​Kihara)