Minério cai, com cenário de demanda prejudicado por cotas de importação de aço da UE

O contrato de minério de ferro para setembro mais negociado ⁠na ‌Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE)

Reuters

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Caminhões transportam minério de ferro na mina Vale em Parauapebas, no Pará, Brasil (Dado Galdieri/Bloomberg)
Caminhões transportam minério de ferro na mina Vale em Parauapebas, no Pará, Brasil (Dado Galdieri/Bloomberg)

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CINGAPURA, ⁠1 Jul (Reuters) – Os contratos futuros ⁠de minério de ferro caíram nesta quarta-feira, ‌à medida que novas barreiras comerciais da União Europeia às importações de aço prejudicaram ‌as perspectivas de demanda, levando os preços das matérias-primas siderúrgicas e os índices de referência do aço a uma queda generalizada.

O contrato de minério de ferro para setembro mais negociado ⁠na ‌Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE), na China, ⁠foi negociado com queda de 1,68%, a 733 iuanes (US$107,85) por tonelada, o menor valor até o momento nesta semana.

A referência de minério de ferro para agosto na Bolsa ​de Cingapura caiu 1,9%, para US$97,05 por tonelada.

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A Comissão Europeia divulgou cotas no âmbito ​de um novo sistema para limitar as importações de aço isentas de impostos para a UE, em uma medida destinada a proteger o setor siderúrgico do bloco e ‌aumentar sua utilização de capacidade.

As ​novas regras, que entram em vigor nesta quarta-feira, reduzem as cotas anuais de importação isentas de tarifas da UE ⁠em 47%, ​para 18,3 ​milhões de toneladas, enquanto uma tarifa de 50% fora da ⁠cota foi introduzida para ​26 categorias de produtos siderúrgicos importados.

A fraca demanda por aço na China, principal mercado consumidor, também pesou ​sobre os preços do minério de ferro.

A siderúrgica chinesa Zenith Steel reduziu no ​início de julho ⁠seus preços para vergalhões — normalmente usados na construção civil — em ⁠50 iuanes por tonelada, segundo dados da consultoria Mysteel, refletindo a queda na demanda por aço, que vem sendo prejudicada por uma desaceleração persistente no mercado imobiliário.