BC decreta liquidação da Sefer Investimentos, investigada por relação com o Master

A Sefer foi alvo da segunda fase da operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga as fraudes relacionadas ao Master

Sede do Banco Central, em Brasília - 26/09/2024 (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)
Sede do Banco Central, em Brasília - 26/09/2024 (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

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O Banco Central decretou nesta sexta-feira, 26, a liquidação extrajudicial da Sefer Investimentos DTVM, suspeita de envolvimento no ecossistema do Banco Master. Segundo o ato oficial, a empresa foi liquidada pelo grave comprometimento da sua situação econômico-financeira, que sujeitou credores quirografários a risco anormal, bem como por “graves violações às normas legais que disciplinam a atividade da instituição”.

A Sefer foi alvo da segunda fase da operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga as fraudes relacionadas ao Master.

Como mostrou o Estadão/Broadcast, a suspeita é que o dono da instituição, Benjamin Botelho de Almeida, tenha atuado como operador financeiro do dono do Master, Daniel Vorcaro, e agido como espécie de “cérebro” por trás da complexa teia de fundos de investimentos e de compra e venda de títulos podres.

O BC determinou a indisponibilidade dos bens de Botelho nesta sexta-feira, como parte do processo de liquidação. Quatro empresas que aparecem como controladoras da Sefer também ficaram com bens indisponíveis: Sefer Participações em Instituições Financeiras Ltda., Seferpar Participações e Investimentos S.A., Brazilpar Investments LLC e Lyon Investments LLC.

O auditor aposentado do BC Edison Benedito Alexandre foi nomeado liquidante da Sefer. Antes, ele já trabalhou na liquidação da Companhia Hipotecária Brasileira (CHB).

Segundo o BC, a Sefer está enquadrada no S4 da regulação prudencial, com menos de 0,0004% do ativo total do Sistema Financeiro Nacional (SFN) e 0,17% do total de recursos administrados de terceiros.