Dólar comercial reduz ritmo, mas segue em alta no início da tarde

Cotação da moeda sente impacto do clima ruim nos mercados e segue acima dos R$ 2,30; BC não confirma intervenção

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SÃO PAULO – O dólar comercial inicia a tarde de quarta-feira (18) com menor ritmo de avanço, sendo negociado a R$ 2,328. Há pouco, a moeda apontava alta de 0,09%, taxa inferior à registrada na abertura dos negócios.

Seguindo os passos de Wall Street, a bolsa de São Paulo inverteu o sinal positivo e não resiste mais ao pessimismo estrangeiro. O panorama internacional conta com os números melhores que o esperado do Société Générale e do Commerzbank, que amenizam um pouco os vieses negativos.

A atenção é dominada, porém, pela discussão das montadoras General Motors e Chrysler a respeito de um novo aporte de US$ 21,6 bilhões com o governo norte-americano. Fontes próximas ao presidente Obama lançaram rumores de que ele poderia anunciar mais tarde um plano de US$ 50 bilhões para estimular o mercado imobiliário.

Agenda cheia

Se não bastassem as referências políticas, a sequência de indicadores nos EUA é bastante movimentada, com dados ruins sobre a construção de imóveis e a produção industrial – que encolheu 1,8% em janeiro, segundo os números oficiais. Às 16h00 será publicada a ata do Fed referente à última reunião do colegiado.

O Banco Central brasileiro continua sem confirmar se irá intervir no mercado de câmbio através de leilões à vista ou contratos de swaps. Por ora, atenção aos resultados corporativos e à pesquisa da Fundação Getúlio Vargas sobre a América Latina.

Mercado paralelo

No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 2,4500 na venda, representando um ágio de 5,33% em relação ao dólar comercial.