Como um evento focado em eletrodomésticos cresceu 30% e mira R$ 2 bilhões em negócios

Feira aposta em conectividade, casas inteligentes, mobilidade e robótica para consolidar a maior edição de sua história

Anna França

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Com mais de 20 anos de história, a feira Eletrolar Show deixou de ser um evento focado apenas em eletrodomésticos para se transformar em uma plataforma multissetorial de tecnologia. O diagnóstico é de Carlos Clur, CEO e fundador do Grupo Eletrolar, durante a abertura do evento que deve reunir mais de 5 mil marcas expositoras, 40 mil profissionais do mercado e movimentar aproximadamente R$ 2 bilhões na edição de 2026 que começou nesta segunda-feira (22).

O evento deste ano terá 30% mais expositores que a edição passada. “Esta será a nossa maior edição da história”, afirma.

A estratégia para expandir a atuação partiu de dentro de casa: entre os destaques estão soluções voltadas à conectividade, automação residencial, inteligência artificial e mobilidade, mostrando casas que integram equipamentos domésticos a sistemas baseados em IA, além de tecnologias voltadas à conectividade de veículos e à chamada Internet das Coisas.

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“O mercado caminha para uma integração cada vez maior entre tecnologia, mobilidade, infraestrutura e consumo doméstico”, disse Clur. Para ele, faz sentido que o evento acompanhe esse movimento ao reunir, em um ambiente multissetorial, empresas e soluções que antes estavam dispersas em diferentes encontros e segmentos. Como resultado, a edição atual ocupa cerca de 100 mil m² dentro do Distrito Anhembi, em São Paulo, e, de acordo com Clur, assume o papel de ‘encontro multisetorial do varejo’.

Arena de robôs

Arena de Robôs na Eletrolar Show – Anna França

Uma das particularidades da edição atual é um campo onde robôs humanoides jogam futebol. A Arena Robot Park será dedicada à robótica, à inteligência artificial e às tecnologias autônomas que estarão entre os principais destaques da feira.

Realizado em parceria com o AI Brasil, organização dedicada ao fortalecimento do ecossistema brasileiro de inteligência artificial, a  competição marca o início de um movimento voltado à criação da primeira liga nacional da modalidade.

“A Arena Robot Park nasce para conectar os visitantes às tecnologias que irão transformar o futuro da sociedade e marca o início de um projeto que busca impulsionar o desenvolvimento da robótica brasileira”, afirma o excutivo.

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Anna França

Jornalista especializada em economia e finanças. Foi editora de Negócios e Legislação no DCI, subeditora de indústria na Gazeta Mercantil e repórter de finanças e agronegócios na revista Dinheiro