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Quando a seleção brasileira entra em campo, o país inteiro para. A frase pode soar exagerada, mas uma pesquisa conjunta da Comdinheiro e Nelogica mostra que, de fato, a movimentação no mercado financeiro diminui quando a bola está rolando em campo.
De acordo com o estudo da Comdinheiro/Nelogica, o volume de negócios na Bolsa tende a encolher em dias de jogos do Brasil.

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Com base nas últimas três edições do campeonato, em dias de jogos do Brasil, o volume de negociações caiu, em média, 51% na Copa de 2014, na edição realizada no Brasil, passando de R$ 4,5 bilhões em dias sem jogos do Brasil ante R$ 2,21 bilhões nos dias com. Em 2018, chegou a recuar 22%, quando os jogos foram sediados na Rússia, passando de um volume de R$ 8,28 bilhões para R$ 6,45 bilhões. Já no Catar, em 2022, o volume caiu 27%, de R$ 23,75 bilhões em dias sem jogos do Brasil para R$ 17,41 bilhões em dias com jogos da seleção brasileira.
O cálculo para comprovar essa dinâmica é simples. “Para chegar aos percentuais, comparamos o volume registrado nos dias de jogos da seleção com a média de negociação dos demais dias da Copa”, explica Gabriel Fenili, especialista sênior na Comdinheiro/Nelogica.
Conforme os pesquisadores, a dinâmica ocorre porque, em dias de jogos do Brasil, gestores tendem a adiar operações. Além disso, traders costumam diminuir o ritmo e os investidores pessoa física acompanham menos as negociações.

“Mesmo em um mercado fortemente influenciado por fatores macroeconômicos e notícias globais, os dados mostram que eventos de grande apelo popular também afetam o comportamento dos investidores locais”, pontua Fenili.