“Eu sou o chefe”, diz Trump no G7 ao se alinhar a objetivos de guerra da Ucrânia

Em declaração conjunta na França, líderes mundiais apontaram melhora de Kiev no campo de batalha e novas sanções contra Moscou, enquanto celebraram o acordo de paz preliminar firmado entre os EUA e o Irã

Reuters

(Foto: Christian Hartmann / Reuters)
(Foto: Christian Hartmann / Reuters)

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EVIAN-LES-BAINS, FRANÇA, 17 Jun (Reuters) – O presidente ⁠dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira a uma sala ‌repleta de líderes mundiais “Eu sou o chefe”, enquanto ele e outros líderes do G7 reconheciam a melhora na situação da Ucrânia no campo de ‌batalha com uma promessa unânime de apoio e novas sanções contra a Rússia.

O comentário de Trump — uma admissão irônica de uma verdade tácita que paira sobre a cúpula do G7, realizada de 15 a 17 de junho no resort francês de Evian-les-Bains — veio após uma declaração conjunta dos líderes que ⁠pode ‌reforçar a crescente influência de Kiev em possíveis negociações de paz ⁠com Moscou.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, e seus aliados compareceram ao G7 na esperança de convencer Trump de que a resistência da Ucrânia está surtindo efeito e que a Rússia não está em posição de ditar os termos de qualquer acordo de paz.

A declaração conjunta ​e os comentários dos líderes sugerem que Trump passou a ver com bons olhos o argumento de Zelenskiy após anos de ceticismo.

No entanto, ​qualquer esperança de forçar Moscou a entrar em negociações de paz ainda depende de comprometimentos de Trump, que podem ser difíceis de concretizar. Não ficou claro se haverá conversas bilaterais entre Trump e Zelenskiy, e também resta saber se Washington permitirá que as isenções às sanções que ‌restringem as exportações de petróleo russo caduquem, agora ​que ele garantiu um acordo preliminar com o Irã.

“Eu sou o chefe”, disse Trump aos líderes do G7 e a repórteres ao chegar para ocupar seu lugar em uma sessão ⁠sobre segurança econômica global, ​onde os líderes devem ​discutir cadeias de abastecimento de minerais essenciais e desequilíbrios macroeconômicos.

Na terça-feira, Trump anunciou uma reunião “muito boa” ⁠com Zelenskiy e outros líderes do ​G7.

“Houve uma mudança de posição por parte dos Estados Unidos e do presidente Trump”, disse o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, a repórteres. “Há uma posição mais dura em ​relação à Rússia e, em nossa opinião, mais realista quanto à situação no terreno da guerra.”

Os líderes do G7 também acolheram ​com satisfação o acordo ⁠preliminar de paz entre os Estados Unidos e o Irã — que Trump assinou na véspera da ⁠cúpula — e afirmaram estar prontos para contribuir com sua implementação.

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Eles afirmaram que farão esforços para diversificar as rotas de abastecimento de energia a fim de reduzir a dependência do Estreito de Ormuz — que o Irã bloqueou durante a maior parte do período de sua guerra com os EUA — e aumentar os ​estoques.