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SÃO PAULO – Responsável por administrar uma carteira de quase US$ 1,31 trilhão, o diretor da BlackRock, Bob Doll, divulgou nesta terça-feira (24) relatório comentando a atual situação da economia norte-americana, e afirmou: “nós achamos que o governo precisa fazer mais”.
Entre os pontos levantados pelo especialista, o setor imobiliário chamou atenção ao registrar preços tão baixos que, segundo ele, só comprovam como existem estoques que estão “fora” do mercado – segundo pesquisa divulgada logo cedo pela S&P, o preço caiu 18,5% entre dezembro de 2007 e 2008, o maior recuo da história.
“Na nossa melhor perspectiva, enxergamos que o setor irá se estabilizar na segunda metade desse ano”, formulou. O mercado de crédito ainda é motivo de preocupação e a ação dos governos será necessária para reverter a desaceleração econômica, com atuações cada vez mais conjuntas entre as autoridades monetárias.
Um pouco melhor
Desde o começo do ano, sinais de recuperação inspiraram alguns investidores a acreditarem na retomada das bolsas, embora ainda existam índices que mostravam que a situação seguia delicada em países como EUA, Japão e Reino Unido. “Seríamos negligentes se nós não observássemos os indicadores ruins, mas de fato ocorreu uma melhora”.
Só para listar alguns exemplos, o diretor comentou a situação do déficit comercial norte-americano, a queda nas taxas dos empréstimos interbancários, a diminuição na volatilidade dos mercados e, talvez como mais importante, o desempenho do mercado de crédito. As autoridades foram extremamente ativas nos últimos meses, resumiu.
“O que os investidores estão se perguntando agora é se isso se estenderá à performance das ações (…) Por enquanto, o que domina nossa atenção é a situação do sistema bancário”. Os rumores de estatização nos EUA são de grande importância por esse motivo e prometem movimentar as próximas sessões.
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Com os bancos na mira
Bob Doll não chegou a comentar explicitamente o caso do Citigroup e do Bank of America, mas sua opinião é de que alguns grandes bancos ainda possam enfrentar problemas caso os governos não interfiram. E, ao que parece, as medidas tomadas até agora precisam ser mais bem definidas para evitar o pior.