Publicidade
A Airbus apresentou nesta segunda-feira (8) o U145, uma versão totalmente autônoma e sem piloto do helicóptero H145, ampliando sua aposta no mercado de sistemas aéreos não tripulados em meio ao avanço da inteligência artificial e da automação na aviação.
O novo modelo será apresentado durante o ILA Berlin Air Show, um dos principais eventos do setor aeroespacial da Europa. Segundo a fabricante, o primeiro voo está previsto para o final de 2026, inicialmente com um piloto de segurança a bordo. A entrada em operação comercial é esperada para o início da próxima década.
“O U145 combina a estrutura comprovada, a potência e a capacidade de carga do H145 com a autonomia de um sistema aéreo não tripulado”, afirmou Matthieu Louvot, CEO da Airbus Helicopters.
Estude no exterior
Faça um upgrade na carreira!
O projeto representa mais um passo da Airbus na transformação de aeronaves convencionais em plataformas autônomas. Antes do U145, a companhia já havia desenvolvido o VSR700, derivado do helicóptero Cabri G2.
Diferentemente do H145 tradicional, o U145 não terá cabine para pilotos. O espaço será adaptado para ampliar a capacidade de transporte de cargas, incluindo uma porta frontal integrada e uma mesa retrátil para carregamento. A aeronave também contará com um conjunto de sensores especializados e sistemas de inteligência artificial capazes de permitir operações totalmente autônomas.

BDR da SpaceX chega à B3 no mesmo dia do IPO por cerca de R$ 50
Os investidores brasileiros poderão investir no BDR da SpaceX diretamente no home broker de sua corretora, por meio do código SPCX34

Por que o IPO da SpaceX pode ser mais uma notícia negativa para criptomoedas
Investidores de varejo devem ser atraídos por novas e arriscadas ações de inteligência artificial correndo para garantir uma participação
Com peso máximo de decolagem de 3,8 toneladas, o U145 foi projetado para atender tanto clientes civis quanto militares. A Airbus vê como principal aplicação o transporte de grandes volumes de carga, mas destaca que a plataforma poderá ser adaptada para missões de combate a incêndios, gerenciamento de desastres, vigilância, reconhecimento armado e operações em conjunto com aeronaves tripuladas.
Entre as funcionalidades previstas está ainda a capacidade de atuar como uma espécie de “porta-aviões aéreo” para drones menores lançados em voo, tecnologia que está sendo desenvolvida em parceria com a fabricante europeia de armamentos MBDA.
A iniciativa ocorre em um momento de rápida expansão do mercado global de sistemas autônomos e defesa. Empresas do setor vêm investindo pesadamente em soluções capazes de reduzir custos operacionais, ampliar a segurança das missões e diminuir a exposição de tripulações humanas em ambientes de risco.
Nos Estados Unidos, a Airbus já trabalha em um conceito semelhante. Por meio da Airbus U.S. Space & Defense, a companhia desenvolve, em parceria com Shield AI, L3 Harris e Parry Labs, o MQ-72C, uma versão totalmente autônoma do helicóptero militar Lakota UH-72B voltada ao Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA.
Continua depois da publicidade
A Airbus destaca que a família H145 soma mais de 1.800 helicópteros em operação ao redor do mundo, acumulando mais de 8,5 milhões de horas de voo em missões militares, governamentais e civis. O histórico operacional da plataforma é apontado pela fabricante como uma das principais vantagens para acelerar a adoção da versão autônoma.
O lançamento reforça uma tendência crescente na indústria aeroespacial: a convergência entre aeronaves tradicionais, inteligência artificial e sistemas não tripulados, uma área que deve receber bilhões de dólares em investimentos nos próximos anos.