Petróleo: estoques avançam mais do que o esperado e preços ampliam queda

Nível dos estoques de óleo bruto nos EUA teve alta de 6,7 milhões de barris, enquanto mercado esperava alta de 900 mil barris

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SÃO PAULO – Os estoques de petróleo registraram a segunda alta semanal consecutiva, conforme informado pelo DOE (Departamento de Energia dos EUA), em relatório divulgado nesta quarta-feira (7).

Entre as semanas terminadas em 26 de dezembro e 2 de janeiro, o nível dos estoques de óleo bruto nos EUA avançou em 6,7 milhões de barris, resultado bem superior às expectativas dos analistas, que apostavam em alta de 900 mil barris.

No mesmo sentido, o nível dos estoques de gasolina no país mostrou elevação de 3,3 milhões de barris. Ainda segundo o relatório, as refinarias norte-americanas operaram com 84,6% de sua capacidade operacional total, acima dos 82,5% registrados na semana anterior.

Variação semanal

Em milhões de barris Semana até 2/1/2009 Semana até 26/12/2008 Variação
Óleo bruto 325,4 318,7 +6,7
Gasolina 211,4 208,1 +3,3
Derivados 137,8 136,0 +1,8
Óleo para calefação 40,3 41,2 -0,9

Variação anual

Em milhões de barris Semana até 2/1/2009 Semana até 2/1/2008 Variação
Óleo bruto 325,4 286,4 +39
Gasolina 211,4 218,5 -7,1
Derivados 137,8 133,8 +4
Óleo para calefação 40,3 40,1 +0,2

Barril opera em queda

Após a divulgação do indicador, a cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, ampliou fortemente sua queda, operando em baixa de 4,55%, a US$ 47,18.

Apesar do desempenho negativo dessa sessão, o petróleo acumula forte alta de 12,98% no ano, já que a commodity encerrou o ano passado cotada a US$ 41,76 por barril em Londres.

O contrato com vencimento em fevereiro de 2009, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 47,37 por barril, configurando uma baixa de 2,49% frente ao fechamento anterior.

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Entenda o relatório de estoques

Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Como os EUA são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.

Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.