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A seleção do Irã chegou ao México para a disputa da Copa do Mundo usando broches em homenagem às vítimas de um ataque a uma escola no sul do país no início da guerra com EUA e Israel, em um gesto que reforça o peso da guerra no Oriente Médio sobre a participação da equipe no torneio.
Os jogadores desembarcaram em Tijuana com pins dourados estampados com o número 168, em referência às pessoas mortas no ataque de 28 de fevereiro a uma escola primária em Minab, no sul do Irã.
O episódio já havia sido lembrado pela seleção iraniana antes de um amistoso em março, na cidade de Antália, na Turquia, quando os jogadores entraram em campo segurando mochilas escolares rosas e roxas durante a execução do hino nacional.
Nem os EUA nem Israel assumiram responsabilidade pelo ataque, que foi alvo de fortes críticas da ONU e de grupos de direitos humanos. Os militares americanos afirmam investigar o caso.
A delegação iraniana viajou em um jato particular de Antália para Tijuana após mudar, de última hora, sua base de treinamento para a Copa. O plano inicial era se preparar em Tucson, no Arizona, mas a equipe optou por ficar no México em meio às dificuldades para obtenção de vistos de entrada nos Estados Unidos. Parte da delegação, especialmente integrantes com vínculos com a Guarda Revolucionária, teve pedidos negados.

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O Irã disputará os três jogos da fase de grupos nos EUA, mas ainda não está claro quando a equipe poderá entrar no país para a estreia, marcada para 15 de junho, em Inglewood, na Califórnia, contra a Nova Zelândia. Depois, a seleção deve voltar a Tijuana entre as partidas e retornar a Inglewood para enfrentar a Bélgica, em 21 de junho, antes de seguir para Seattle, onde joga contra o Egito em 26 de junho.
Se avançarem em segundo lugar em seus grupos, Irã e Estados Unidos ainda podem se enfrentar no mata-mata, em partida prevista para 3 de julho, no estádio do Dallas Cowboys, em Arlington, no Texas.