EUA negam entrada de árbitro somali que apitaria a Copa do Mundo

Ele teve sua entrada nos Estados Unidos recusada ao chegar ao aeroporto de Miami no último sábado.

Sara Baptista

Omar Abdulkadir Artan seria o primeiro árbitro da Somália a apitar uma Copa do Mundo. Foto: Reprodução/Instagram Omar Abdulkadir Artan
Omar Abdulkadir Artan seria o primeiro árbitro da Somália a apitar uma Copa do Mundo. Foto: Reprodução/Instagram Omar Abdulkadir Artan

Publicidade

A Fifa confirmou nesta segunda-feira (8) que o árbitro da Somália Omar Abdulkadir Artan não participará mais da Copa do Mundo 2026. Ele teve sua entrada nos Estados Unidos recusada ao chegar ao aeroporto de Miami no último sábado.

À rede Al Jazeera, autoridades norte-americanas confirmaram que o árbitro foi barrado em Miami, mas não explicaram os motivos. A Somália é um dos 19 países que está sob restrição total de entrada nos EUA.

No entanto, o fato de que Artan chegou a viajar aos Estados Unidos sugere que ele possuía um visto válido. À BBC, autoridades da Somália confirmaram que ele tinha os documentos necessários e que até um passaporte diplomático foi emitido para que o árbitro pudesse viajar com mais facilidade.

Planner InfoMoney: suas finanças sob controle

A Federação de Futebol da Somália entrou em contato com a Fifa pedindo maiores explicações sobre o caso.

“A FIFA não está envolvida nos processos de imigração do país anfitrião, incluindo a análise de vistos, e foi informada pelas autoridades de que o status do sr. Artan não será alterado neste momento”, diz o comunicado divulgado pela entidade confirmando a ausência no Mundial.

A BBC também falou com, Andrew Giuliani, que lidera a força-tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo. Ele disse: “Embora eu não possa entrar em detalhes sobre a questão da desaprovação, posso afirmar que foi a decisão correta da alfândega e da patrulha de fronteira, e eu a apoio.”

Continua depois da publicidade

Artan seria o primeiro árbitro somali a apitar uma Copa do Mundo. Em 2025, ele foi eleito “árbitro masculino do ano” pela Confederação Africana de Futebol (CAF).