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SÃO PAULO – Os temores de que os impactos negativos da crise financeira desacelerem a economia global como um todo penalizaram as cotações do barril de petróleo nesta segunda-feira (12), que fechou em nova queda em Londres e Nova York.
A economia real segue dando sinais de enfraquecimento mesmo com os esforços de líderes e autoridades monetárias espalhadas pelo mundo para frear os impactos da crise financeira. Uma desaceleração aumenta as perspectivas de queda da demanda global por commodities, incluindo o petróleo.
Segundo estimativas do Deutsche Bank, o consumo do combustível deverá recuar em um milhão de barris diários neste ano. Além disso, autoridades da China afirmaram que será difícil cumprir a meta de crescimento de 8% definida para 2009.
Outro fator que contribuiu para a queda do barril na sessão foi a disparada do dólar frente às principais divisas de referência global, em forte movimento de aversão ao risco dos investidores. A alta da moeda norte-americana costuma pressionar o óleo bruto, que é negociado em dólares.
Amenizando perdas
Em uma tentativa de impedir o colapso do mercado petrolífero, a Arábia Saudita estaria planejando, a partir de fevereiro, cortar mais 300 mil barris de sua produção diária de petróleo.
O país é membro mais influente da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e em janeiro já reduziu a sua produção diária para oito milhões de barris.
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Confira as cotações
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 42,91 no pregão desta segunda-feira, forte baixa de 3,40% em relação ao último fechamento.
O contrato com vencimento em fevereiro de 2009, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 37,59 por barril, configurando uma baixa de 7,94% frente ao fechamento anterior.