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O presidente da China, Xi Jinping, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, reafirmaram nesta segunda-feira (8) o compromisso de aprofundar a cooperação bilateral durante uma cúpula em Pyongyang, na primeira visita de Xi ao país em sete anos. A viagem é vista como uma tentativa de Pequim de reforçar sua influência sobre o aliado socialista em meio à competição estratégica com os Estados Unidos e à crescente aproximação entre Pyongyang e Moscou.
Xi recebeu uma recepção de grande escala na capital norte-coreana, com cerimônia oficial, guarda de honra militar e milhares de pessoas reunidas na principal praça da cidade. Segundo a emissora estatal chinesa CCTV, o presidente chinês defendeu a ampliação da cooperação em áreas como comércio, agricultura, construção e tecnologia, além do fortalecimento da coordenação estratégica para proteger os interesses de soberania e segurança dos dois países.
Kim afirmou que a visita demonstra o caráter “inquebrável” da relação entre Coreia do Norte e China e classificou o aprofundamento dos laços bilaterais como uma “escolha estratégica imutável” de Pyongyang.
A viagem tem implicações que vão além da relação bilateral. Para Kwak Gil Sup, diretor do centro de estudos One Korea Center, Xi busca demonstrar a influência da China sobre a Península Coreana e reforçar seu papel de liderança no Nordeste Asiático em um momento de competição estratégica com os Estados Unidos. Segundo analistas, uma maior influência sobre Pyongyang pode fortalecer a posição de Pequim em futuras negociações com Washington.
A China segue sendo a principal parceira econômica e apoiadora diplomática da Coreia do Norte. O comércio entre os dois países voltou aos níveis pré-pandemia em 2025, e neste ano foram retomados voos diretos e serviços ferroviários de passageiros.
Na avaliação de Kwak, Xi também poderá oferecer novos pacotes de ajuda econômica, incluindo alimentos, fertilizantes, retomada do turismo chinês e projetos conjuntos. Já Leif-Eric Easley, professor da Universidade Ewha Womans, em Seul, avalia que Pequim tende a evitar pressão pública sobre a desnuclearização norte-coreana, mantendo o tema apenas como um objetivo de longo prazo, posição que interessa a Pyongyang.
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O encontro ocorre em meio à aceleração do programa nuclear norte-coreano. Na semana passada, Kim inaugurou uma nova instalação para produção de materiais nucleares e prometeu expandir as capacidades atômicas do país em “ritmo exponencial”. Já o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, afirmou que a Coreia do Norte produz material suficiente para 10 a 20 bombas nucleares por ano e está próxima de aperfeiçoar sua tecnologia de mísseis balísticos intercontinentais. Fonte: Associated Press.
