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Os Estados Unidos criaram 172.000 novas vagas não-agrícolas em maio, informou Departamento do Trabalho nesta sexta-feira (5). O número representa uma leve queda em relação às 179.000 vagas revisadas para cima em abril, mas bem acima da estimativa de consenso do Dow Jones, de 80.000, e de pesquisa da Reuters, de 85.000. A taxa de desemprego manteve-se estável em 4,3%, conforme esperado.
Economistas já previam que o relatório de emprego do confirmaria que o conflito no Oriente Médio, que alimentou a inflação por meio da alta nos preços do petróleo, ainda não teria impacto significativo no mercado de trabalho. Mas não por uma margem tão grande.
Embora os ganhos de emprego tenham se concentrado principalmente em poucos setores, as demissões também foram moderadas. Além disso, porém, há alguns indícios de que a inteligência artificial esteja impactando o mercado de trabalho.
As empresas têm sido cautelosas em relação ao aumento das contratações uma vez que lidam com incertezas, primeiro com as tarifas do presidente Donald Trump no ano passado e agora com a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã.
As demissões baixas estão ancorando o mercado de trabalho, mantendo-o no que economistas chamam de equilíbrio ‘contratações lentas, demissões lentas’, o que dá ao Federal Reserve espaço para deixar a taxa de juros inalterada enquanto monitora as consequências da guerra para a inflação.
Economistas veem espaço limitado para grandes revisões nas contagens anteriores de criação de vagas depois que o Escritório de Estatísticas do Trabalho, que compila o relatório de emprego, atualizou o modelo que usa para tentar estimar quantos empregos foram criados ou perdidos devido à abertura ou fechamento de empresas em um determinado mês.
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(com Reuters)

