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O Goldman Sachs iniciou a cobertura da Totvs (TOTS3) com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 45, o que representa potencial de valorização de cerca de 31%. Para o banco, a empresa se destaca por combinar crescimento consistente dos lucros, elevada previsibilidade dos resultados e um perfil considerado defensivo.
Segundo relatório, o foco da Totvs em processos críticos para seus clientes e em soluções específicas para pequenas e médias empresas a posiciona para se beneficiar da adoção de inteligência artificial, em vez de ser ameaçada por ela. Temas como organização de dados, migração para a nuvem e integração de agentes de IA devem favorecer a companhia.
Por volta de 10h53 (horário de Brasília) desta quarta-feira (3), as ações da empresa de tecnologia caíam 0,49%, a R$ 34,24.
O segmento de software de gestão continua sendo o principal motor do negócio, representando cerca de 90% da receita e 95% do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) projetados para 2025. O banco estima crescimento de receita na faixa dos dois dígitos médios ao longo dos próximos três anos, impulsionado pelo aumento das vendas para clientes já existentes, reajustes inflacionários e expansão moderada da base de clientes.
Outro vetor positivo destacado é a reforma tributária brasileira. Para o Goldman, o período de transição entre 2026 e 2033 deve estimular a demanda por sistemas de gestão empresarial (ERP), favorecendo a TOTVS graças à sua capacidade de pesquisa e desenvolvimento, que soma cerca de R$ 1 bilhão por ano, equivalente a aproximadamente 16% da receita, além do relacionamento próximo com reguladores.
Do lado da avaliação, o Goldman destaca que a ação negocia a 19,3 vezes o P/L (Preço sobre Lucro) estimado para 2026 e 15,1 vezes o P/L projetado para 2027. Embora represente um prêmio em relação a outras empresas da cobertura do banco, o valuation é considerado justificado pelo perfil defensivo do negócio e pela expectativa de crescimento anual composto de 28% do LPA (Lucro por Ação) entre 2026 e 2028. Com isso, a companhia apresenta um PEG (relação entre o P/L e a taxa de crescimento dos lucros) de aproximadamente 0,7 vez para 2026, nível considerado atrativo diante do ritmo esperado de expansão dos resultados.
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(Com Reuters)

