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Ser demitido, dispensado ou afastado de uma empresa poderosa pode parecer o fim da carreira. Mas, para alguns, isso se torna um impulso rumo ao sucesso. O magnata imobiliário mexicano-americano Fernando De Leon desistiu de seu emprego no Goldman Sachs depois de ouvir que não era a pessoa mais adequada para o banco de US$ 293,4 bilhões — e esse revés o colocou no caminho para criar um império bilionário.
Em uma entrevista recente ao The Wall Street Journal, De Leon relembrou que, no início da carreira, ouviu de um chefe: “Você deveria procurar outra coisa para fazer”.
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“Basicamente, foi algo como: ‘Cara, você talvez seja o pior analista que o Goldman Sachs já contratou’.”
O bilionário que construiu sua própria fortuna ficou surpreso ao ouvir a crítica, mas hoje atribui a ela uma mudança positiva em sua vida. De Leon começou a carreira como analista no Goldman Sachs em 2001, após concluir seu bacharelado na Universidade Harvard.
Mas, depois de apenas alguns anos, seus colegas no banco global perceberam que seu verdadeiro potencial estava fora da empresa.
Ele era elogiado por seu espírito empreendedor ao mesmo tempo em que era gentilmente conduzido para fora da influente instituição financeira; porém, deixar o banco de Wall Street acabou sendo uma bênção disfarçada que impulsionou sua carreira até o patamar atual.
“Ele disse: ‘Olha, um dia você vai voltar como cliente desta empresa, mas hoje você realmente precisa encontrar outra coisa para fazer’. E foi um ótimo conselho”, disse De Leon. “Por cinco segundos, aquilo machucou, mas acabou sendo a melhor coisa que já me aconteceu, porque era verdade. Meu lugar era lá fora, construindo alguma coisa.”
Fundou negócio com bônus do Goldman e dinheiro acumulado desde a infância
O empresário nascido no Texas afirma que deixou o Goldman Sachs com cerca de US$ 80 mil a US$ 100 mil em economias provenientes de bônus recebidos no banco, dinheiro acumulado ao longo da juventude e rendimentos de alguns imóveis que possuía.
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A partir daí, De Leon mergulhou de cabeça no mercado imobiliário, começando a negociar opções de compra de terrenos: pagando uma taxa inicial para obter o direito exclusivo de adquirir uma área por um preço e dentro de um prazo previamente definidos.
Nos primeiros anos, o bilionário disse que fez alguns maus negócios e chegou a considerar abandonar o setor, convencido de que não conseguiria ter sucesso.
“Tive uma sequência de negócios ruins. Cometi erros suficientes para quase desistir”, explicou De Leon, contando que chegou a dizer à esposa que procuraria um emprego comum.
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“Ela disse: ‘Olha, você não pode fazer isso, porque, se fizer, vai me deixar louca. Você não consegue trabalhar para ninguém. Você precisa voltar lá, se levantar mais uma vez. Apenas tente de novo… Você precisa acreditar em si mesmo.’” E o resto é história.
Em 2006, ele fundou a Leon Capital Group, que começou como uma modesta empresa de desenvolvimento imobiliário no Texas. Desde então, a companhia expandiu suas atividades para serviços financeiros e saúde; o próprio De Leon realizou investimentos imobiliários com valor patrimonial superior a US$ 15 bilhões.
Graças ao sucesso em diversos setores, De Leon, hoje com 47 anos, tem uma fortuna estimada em impressionantes US$ 3,1 bilhões.
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Conheça líderes que transformaram rejeições em retornos bilionários
Assim como De Leon, todo profissional enfrentará rejeições ou decepções em algum momento da vida profissional — mas alguns conseguem transformar dificuldades em oportunidades.
Julia Stewart — uma executiva veterana que comandou operações em várias redes americanas de restaurantes casuais avaliadas em bilhões de dólares — viveu um momento especialmente gratificante após ser preterida para o cargo de CEO.
Era 1998, e Stewart ocupava a presidência da Applebee’s. A rede de restaurantes, que enfrentava dificuldades, apresentou um plano para ela: recolocar a empresa nos trilhos e provar que estava pronta para assumir o cobiçado cargo de diretora-presidente.
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Mas, após passar três anos transformando o negócio — e até dobrando o valor das ações da companhia durante seu período no cargo —, seu chefe não ficou convencido quando chegou a hora de discutir sua promoção. Ele lhe disse: “Não, nunca”.
Então Stewart deixou a empresa e encontrou a oportunidade perfeita para expandir outra marca e dar a volta por cima na IHOP. Em 2007, ela colocou em prática uma grande aquisição: a compra de sua antiga empregadora, a Applebee’s, por algo entre US$ 2,1 bilhões e US$ 2,3 bilhões. Depois que o negócio foi concluído, ela telefonou para a empresa para comunicar uma mudança na liderança.
“Liguei para o presidente do conselho e CEO da Applebee’s e disse: ‘Só queria dar um oi’. E ele respondeu: ‘Eu estava esperando essa ligação’”, recordou Stewart no podcast The Matthews Mentality no ano passado.
“E eu disse: ‘Como você sabe, anunciamos hoje de manhã que compramos a empresa por US$ 2,3 bilhões e não precisamos de duas pessoas na mesma função, então vou ter que dispensá-lo’.”
A fundadora da Spanx e ex-CEO da empresa, Sara Blakely, também enfrentou rejeições constantes quando começou a colocar o negócio de pé, em 1998.
Sem experiência prévia em negócios, moda ou varejo para apresentar aos investidores, ela iniciou sua jornada com US$ 5 mil do próprio bolso para transformar sua ideia em um império bilionário. Mas, no começo, a maioria dos fabricantes não acreditava em sua visão.
“Eles sempre me faziam as mesmas três perguntas. Diziam: ‘E você é?’ Sara Blakely. ‘E você representa quem?’ Sara Blakely. ‘E quem financia você?’, Sara Blakely”, contou Blakely à Fortune em uma entrevista de 2024. “Eles me mostravam a porta e diziam: ‘Não, obrigado’.”
Confiando em sua intuição e persistindo em sua ideia de negócio, Blakely transformou a Spanx em um sucesso de US$ 1,2 bilhão no mercado de modeladores corporais. Em 2012, ela também entrou para a lista dos ultrarricos como a mulher bilionária mais jovem a construir a própria fortuna naquele ano, segundo a Forbes.
E, quando se trata da fundação da FedEx, uma das empresas de entregas mais conhecidas dos Estados Unidos, a ideia que daria origem ao gigante bilionário do setor inicialmente foi recebida com ceticismo.
Em 1965, o falecido fundador e ex-CEO da FedEx, Frederick W. Smith, apresentou pela primeira vez o conceito básico da empresa em um trabalho para uma disciplina de economia quando era estudante de graduação na Universidade Yale. Mas seu professor não enxergou potencial na ideia e deu uma nota baixa ao projeto: um C.
Smith, porém, não se deixou abalar por uma nota ruim. Depois de retornar do serviço militar na Guerra do Vietnã, em 1971, ele colocou seu plano de negócios em prática. Hoje, a FedEx possui valor de mercado de US$ 98,4 bilhões.
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