Tarcísio defende operação que mirou produtora de ‘Dark Horse’ e gestão Nunes

Governador disse que 'não interfere em operação da polícia' e que a instituição é 'de Estado', e não de governo

Agência O Globo

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), entrega nesta quinta-feira, 11 de dezembro de 2025, 354 apartamentos do Programa Casa Paulista, em Carapicuíba, na Grande São Paulo. As unidades entregues são destinadas a famílias que viviam em condições precárias.
Foto: Vinicius Nunes/Agência F8/Estadão Conteúdo
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), entrega nesta quinta-feira, 11 de dezembro de 2025, 354 apartamentos do Programa Casa Paulista, em Carapicuíba, na Grande São Paulo. As unidades entregues são destinadas a famílias que viviam em condições precárias. Foto: Vinicius Nunes/Agência F8/Estadão Conteúdo

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu nesta terça-feira (2) a autonomia da Polícia Civil na operação que teve como alvo a Prefeitura de São Paulo e uma ONG contratada para a instalação de pontos de Wi-Fi gratuito na capital.

Nesta segunda, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) contestou a operação e afirmou que a administração municipal já havia fornecido os documentos solicitados. Nunes também disse não descartar uma motivação política por trás da investigação.

A declaração teve ampla repercussão nos bastidores políticos, já que, indiretamente, representou uma crítica à atuação da Polícia Civil, subordinada ao governo de Tarcísio. A CBN apurou que prefeito e governador conversaram sobre o assunto após a operação. Questionado pela reportagem, Tarcísio afirmou que a atuação da polícia ocorreu a partir de uma demanda do Ministério Público e reforçou que o governo não interfere nas investigações.

— A operação da polícia é uma coisa que a gente não interfere. A polícia tem autonomia para fazer as suas investigações, para fazer as suas operações. É uma instituição de Estado. Havia uma investigação em curso, uma demanda do Ministério Público, e a polícia cumpriu essa demanda. Sempre vai ser assim. A polícia vai ser e sempre será uma instituição de Estado — falou, durante agenda em Rio Claro, no interior de São Paulo.

O governador também comentou a possibilidade de um novo tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Na noite de segunda-feira, o governo americano concluiu uma investigação comercial e propôs tarifas de 25% sobre mercadorias do Brasil, embora a medida ainda dependa de etapas formais antes de entrar em vigor.

Tarcísio afirmou que recebeu a notícia com preocupação e defendeu uma atuação diplomática do governo federal para evitar prejuízos à economia brasileira.

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— Recebemos com muita preocupação essa possibilidade de um novo tarifaço. É algo que prejudica o Brasil, prejudica empresas brasileiras e empregos brasileiros. Vai demandar agora um esforço da diplomacia brasileira. A gente espera que haja uma orientação firme do governo federal para que possam sentar à mesa, negociar e defender o interesse nacional — disse.

Tarcísio cumpriu agenda em Rio Claro, no interior paulista, antes de iniciar mais uma edição da Caravana 3D, programa em que secretários estaduais percorrem diferentes regiões do estado para anunciar investimentos, entregar obras e receber demandas de prefeitos.

Como a CBN tem mostrado, o governador intensificou as viagens pelo interior e há expectativa de novas caravanas até 4 de julho, prazo estabelecido pela legislação eleitoral para participação em inaugurações e entregas de obras públicas.

Questionado sobre críticas da oposição de que estaria concentrando agendas para agradar prefeitos em ano eleitoral, Tarcísio ironizou. Ao lado de prefeitos da região, perguntou se algum deles estava “bravo” com o governo e afirmou que, se Fernando Haddad (PT) mantiver esse discurso durante a campanha, não irá “a lugar nenhum”.