Brasil não é amigável aos interesses dos EUA, como Venezuela e Cuba, diz Rubio

O secretário afirmou que a América Latina é atualmente "repleta de aliados dos Estados Unidos, de líderes amistosos aos Estados Unidos e de uma direção favorável aos interesses americanos

Camille Bocanegra

Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, durante coletiva de imprensa na Casa Branca, em Washington, em 5 de maio. Fotógrafa: Stefani Reynolds/Bloomberg
Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, durante coletiva de imprensa na Casa Branca, em Washington, em 5 de maio. Fotógrafa: Stefani Reynolds/Bloomberg

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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, citou, em audiência no Senado dos EUA nesta terça-feira (2), o Brasil como exceção aos países aliados dos Estados Unidos na América Latina, juntamente com Nicarágua, Cuba, Venezuela e o atual governo da Colômbia.

Rubio destacou que o país está no meio de um ciclo eleitoral em sua declaração sobre a região, fazendo o mesmo tipo de ressalva sobre o presidente da Colômbia. O secretário afirmou que a região é atualmente “repleta de aliados dos Estados Unidos, de líderes amistosos aos Estados Unidos e de uma direção favorável aos interesses americanos”.

As falas acontecem logo após a administração Trump ⁠propor uma nova tarifa punitiva de 25% sobre diversas importações do ⁠Brasil, após concluir que as práticas do país eram desleais em uma série de ‌questões, desde o comércio digital até o desmatamento ilegal.

As medidas, previstas na Seção 301 da legislação comercial, abrangem áreas como ‌serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, proteção à propriedade intelectual e acesso ao mercado de etanol, informou o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR na sigla em inglês).

(com Reuters)

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