Instagram passa a mostrar menos conteúdo sensível para perfis de adolescentes

Após condenações na Justiça, Meta reforça filtros e dá mais poder de controle a pais e responsáveis

Eli Tan The New York Times

Aplicativos Instagram, TikTok, Snapchat, YouTube, Facebook, Twitch e Reddit são exibidos em um celular antes da entrada em vigor de uma nova lei que proíbe redes sociais para usuários com menos de 16 anos na Austrália, nesta ilustração feita em 9 de dezembro de 2025. REUTERS/Hollie Adams
Aplicativos Instagram, TikTok, Snapchat, YouTube, Facebook, Twitch e Reddit são exibidos em um celular antes da entrada em vigor de uma nova lei que proíbe redes sociais para usuários com menos de 16 anos na Austrália, nesta ilustração feita em 9 de dezembro de 2025. REUTERS/Hollie Adams

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SAN FRANCISCO — A Meta anunciou nesta terça-feira novos recursos de segurança para limitar conteúdos potencialmente prejudiciais exibidos a adolescentes no Instagram, Facebook e Messenger, na primeira grande mudança de política desde que a empresa foi considerada responsável, em março, por prejudicar uma jovem com o design de suas plataformas.

Os novos recursos vão limitar a frequência com que adolescentes veem publicações sobre temas como nutrição, musculação e ansiedade em seus feeds, disse a Meta, ampliando um esforço mais amplo de segurança para esse público anunciado em outubro.

Esse tipo de conteúdo “pode ser útil, mas precisa ser equilibrado com outros tipos de conteúdo, e não exibido repetidas vezes”, afirmou a Meta em comunicado. “Por isso estamos testando maneiras de impedir que adolescentes vejam muitos posts desse tipo de uma vez só.”

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Em outubro, a Meta lançou um sistema de classificação de conteúdo no Instagram inspirado nas faixas etárias usadas em filmes; agora esse sistema está sendo expandido para adolescentes no Facebook e no Messenger. Centenas de milhões de adolescentes usam os apps da Meta, que também incluem o WhatsApp, todos os dias.

As mudanças fazem parte do programa Teen Accounts, criado em 2024, que passou a tornar automaticamente privados os perfis de usuários adolescentes e deu mais controle aos pais sobre as contas dos filhos.

A Meta enfrenta questionamentos sobre segurança infantil há mais de uma década, mas está sob crescente pressão por causa de milhares de processos movidos por pais, procuradores-gerais estaduais e distritos escolares — dois dos quais perdeu recentemente.

Em março, um júri em Los Angeles considerou a Meta e o YouTube responsáveis por prejudicar uma jovem com recursos como rolagem infinita e filtros de beleza. No mesmo mês, um júri no Novo México determinou que a Meta pagasse US$ 375 milhões por violar leis estaduais de proteção ao consumidor, incluindo facilitar exploração sexual, em um processo movido pelo procurador-geral do estado.

A Meta disse nesta terça-feira que trabalhou com a Alice, uma organização dedicada a confiança e segurança online, para medir a eficácia de suas políticas. A empresa afirmou ainda que pediu a pais que avaliassem milhões de conteúdos para ajudar a calibrar seu sistema de moderação.

Em outubro, a Meta também havia anunciado políticas de segurança relacionadas a chatbots de inteligência artificial, em meio à crescente preocupação de que a tecnologia estivesse prejudicando usuários jovens. Em janeiro, a empresa bloqueou a possibilidade de adolescentes enviarem mensagens para personagens de IA do Instagram, que são chatbots com diferentes personalidades.

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Agora, conversas entre adolescentes e o chatbot Meta AI passam a ter os mesmos tipos de restrição de conteúdo do sistema de classificação “estilo cinema” da companhia.

c.2026 The New York Times Company