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Quando a Seleção do Brasil entra em campo, o consumo de energia no país cai, o que pode afetar todo o setor elétrico nacional. Essa tendência foi analisada pelo Banco Safra, que calculou o impacto financeiro entre os setores e segmentos afetados, já esperando os jogos da Copa do Mundo de 2026.
De acordo com os analistas, esse efeito pode ficar ainda mais acentuado durante os jogos deste ano, em que a seleção brasileira competirá no período da noite, durante a fase de grupos. Para o banco, os efeitos mais visíveis serão percebidos entre as distribuidoras, no segundo e terceiro trimestre desse ano.
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De maneira geral, o banco acredita que o impacto será limitado. Mesmo com a tendência de queda, a expectativa é de que essa redução se concentre em momentos específicos, ligados aos jogos do Brasil. Com isso, não haveria alteração de forma estrutural do comportamento do mercado de energia no país.
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Segundo o Safra, a Copa do Mundo de 2026 pode provocar ruídos operacionais e estatísticos relevantes no setor elétrico, mas não deve mudar a tese estrutural das empresas.
Para os investidores, o banco destaca que a atenção deverá estar na intensidade da queda de carga nos horários de jogos. Além disso, na eventual sensibilidade de distribuidoras aos volumes mais fracos.
Mesmo com o impacto esperado sobre a demanda, os analistas tranquilizam. Com a preparação antecipada do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e o suporte operacional do sistema, os riscos de impactos mais profundos para o setor estão reduzidos.
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Redução de demanda
A análise do Safra mostrou que as partidas da seleção brasileira tendem a alterar a curva de carga do Sistema Interligado Nacional (SIN). As reduções de demanda podem chegar a 15% da média diária. Em especial, durante jogos noturnos.
Com três jogos da fase de grupos da seleção brasileira agendados para as 19h e às 21h30 no horário de Brasília, o efeito esperado é duplo. Conforme a estimativa, o consumo diário também deve cair.
Em geral, a demanda costuma começar a recuar entre uma e duas horas antes do início das partidas. A queda tende a se intensificar após o pico diário de consumo, concentrado entre 18h e 20h – quando os jogos estão marcados para acontecer.
O cálculo levou em consideração o comportamento da carga horária de eletricidade no SIN entre 2002 e 2022. O estudo reúne dados validados do ONS em 33 partidas, cinco subsistemas e mais de 52 mil observações por hora.