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Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que o número de brasileiros que vivem sozinhos continua crescendo. Segundo levantamento de abril, um em cada cinco domicílios do país possui apenas um morador. Entre os homens nessa condição, a maior concentração está na faixa etária de 30 a 59 anos.
O avanço dos chamados domicílios unipessoais tem levado especialistas do mercado segurador a chamar atenção para um aspecto específico dessa realidade: a ausência de uma rede financeira imediata de apoio em situações de emergência.
Segundo Dayana Gonçalves, supervisora de produtos de vida da MAG Seguros, quem mora sozinho costuma concentrar todas as responsabilidades financeiras da rotina, tornando-se mais vulnerável a imprevistos.
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“Isso significa que qualquer evento que afete a capacidade de gerar renda, como uma doença, acidente ou afastamento temporário do trabalho, tende a ter impacto imediato sobre sua estabilidade financeira e qualidade de vida”, diz.
Gonçalves afirma que despesas como aluguel, condomínio, financiamentos e contas básicas continuam existindo mesmo durante períodos de afastamento profissional.
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Quanto custa a proteção
Especialistas afirmam que não existe um valor único de cobertura adequado para todos os consumidores. A definição depende de fatores como renda, despesas mensais, profissão, idade, patrimônio e objetivos financeiros.
Como referência, análises de planejamento financeiro costumam considerar capitais segurados equivalentes a 24 a 60 vezes a renda mensal. Para uma pessoa com renda de R$ 10 mil por mês, por exemplo, isso representaria uma cobertura entre R$ 240 mil e R$ 600 mil.
“É comum que entre 5% e 15% da renda mensal seja direcionada para estratégias de proteção e construção de segurança financeira de longo prazo, incluindo seguros, previdência privada e reserva patrimonial.”
A pedido do InfoMoney, a consultora em seguros e finanças e presidente do CVG-RJ (Clube Vida em Grupo Rio de Janeiro) Sonia Marra preparou simulações para a faixa etária com mais homens morando sozinhos no país.
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Os valores contemplam cobertura de morte natural, morte acidental, invalidez por acidente, diária por incapacidade temporária e assistência residencial básica.
| Faixa etária | Morte natural (Cobertura / Custo mensal) | Morte acidental (Cobertura / Custo mensal) | Invalidez total ou parcial por acidente (Cobertura / Custo mensal) | DIT – Diária por incapacidade temporária (Valor da diária / Custo mensal) | Assistência residencial básica | Total mensal (R$) |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 30 anos | R$ 100.000 / R$ 17,89 | R$ 100.000 / R$ 11,56 | R$ 100.000 / R$ 4,25 | R$ 150 / R$ 103,46 | R$ 0,39 | R$ 137,54 |
| 40 anos | R$ 100.000 / R$ 26,52 | R$ 100.000 / R$ 11,56 | R$ 100.000 / R$ 4,25 | R$ 200 / R$ 155,37 | R$ 0,39 | R$ 198,08 |
| 50 anos | R$ 100.000 / R$ 63,37 | R$ 100.000 / R$ 11,56 | R$ 100.000 / R$ 4,25 | R$ 400 / R$ 350,32 | R$ 0,39 | R$ 429,89 |
| 60 anos | R$ 100.000 / R$ 136,13 | R$ 100.000 / R$ 11,56 | R$ 100.000 / R$ 4,25 | R$ 500 / R$ 482,20 | R$ 0,39 | R$ 634,52 |
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Proteção da renda ganha protagonismo
Na avaliação de Gonçalves, a principal preocupação para homens que vivem sozinhos deve ser a preservação da renda em casos de doença, acidente ou incapacidade para o trabalho.
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Entre os produtos mais indicados estão:
- seguro de vida com coberturas em vida
- seguro para invalidez
- cobertura para doenças graves
- seguros de acidentes pessoais
- DIT (Diária por Incapacidade Temporária)
“A DIT é especialmente importante para profissionais autônomos, liberais e empreendedores, já que garante suporte financeiro durante afastamentos médicos. Para esse perfil, a proteção de renda se torna fundamental para manter despesas fixas e evitar desequilíbrios no orçamento”, explica Gonçalves.
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Seguro residencial também entra na lista
Além da proteção da renda, o seguro residencial básico pode evitar gastos inesperados relacionados ao imóvel e aos bens do segurado.
Coberturas para incêndio, roubo, danos elétricos e serviços emergenciais ajudam a reduzir o impacto financeiro de ocorrências que poderiam comprometer o orçamento de quem não conta com outra pessoa para dividir despesas.
Assistências complementares, como suporte residencial, serviços emergenciais e assistência funeral, também podem fazer diferença em momentos críticos.
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Erros mais comuns na contratação
Um dos equívocos mais frequentes é acreditar que o seguro de vida serve apenas para proteger dependentes financeiros.
“Muitas pessoas deixam de contratar coberturas que podem ser mais relevantes no curto e médio prazo, como doenças graves, invalidez, cirurgias ou incapacidade temporária de trabalho”, ressalta Gonçalves.
A especialista da MAG Seguros também recomenda atenção às cláusulas de exclusão, períodos de carência, regras de reajuste por faixa etária e condições para acionamento das coberturas.
Outro ponto importante é revisar periodicamente a apólice (contrato de seguro) para adequá-la a mudanças de renda, profissão, financiamentos ou patrimônio acumulado.
Tem alguma dúvida sobre o tema? Envie para leitor.seguros@infomoney.com.br que buscamos um especialista para responder para você!