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A procura por seguros para joias tem crescido no Brasil, impulsionada pelo aumento dos roubos de alianças, relógios e outros itens de valor em grandes centros urbanos.
Só o estado de São Paulo registrou, em média, 11 roubos de alianças por dia no primeiro trimestre deste ano, segundo levantamento da TV Globo com base em dados da secretaria de Segurança Pública do estado.
O movimento tem ampliado o interesse de consumidores que antes não buscavam esse tipo de proteção. De acordo com Ricardo Minc, diretor de Esportes, Mídia e Entretenimento da Howden Brasil, corretora independente de seguros, o perfil dos clientes mudou nos últimos anos.
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“Percebemos que a procura deixou de ser exclusiva de grandes colecionadores. Hoje, há um aumento real de clientes que desejam proteger itens de uso diário, como alianças de casamento e relógios, que possuem valor financeiro e emocional”, afirma.
Tradicionalmente associado a patrimônios elevados, o seguro para joias vem sendo adaptado para atender também consumidores que utilizam as peças no cotidiano.
Na Porto Seguro, a cobertura para joias está inserida em modalidades específicas de seguro residencial voltadas para imóveis de maior valor. Segundo Jarbas Medeiros, diretor de Ramos Elementares e Vida da Porto Seguro, a proteção faz parte dos seguros residenciais Premium e Private.
Na empresa, o seguro residencial Premium é indicado para imóveis entre R$ 2 milhões e R$ 5 milhões. Já o Private, para imóveis a partir de R$ 5 milhões.
“Na prática, essas modalidades oferecem cobertura para joias e relógios, com amparo em território nacional e internacional, além de outros bens especiais e exclusivos, como bolsas de grife, canetas e livros”, afirma.
Além das joias, essas apólices (contratos de seguro) podem incluir proteção para obras de arte, instrumentos musicais, equipamentos esportivos e outros bens considerados de valor, além das coberturas tradicionais contra incêndio, roubo de bens e danos elétricos.
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Cobertura dentro e fora de casa
Uma das principais diferenças das modalidades específicas para joias é a possibilidade de cobertura além da residência.
Segundo Medeiros, uma dúvida frequente dos consumidores é justamente sobre o alcance dessa proteção. “A cobertura para esses bens se ampara não somente dentro da residência, como também em caso de uso de joias e relógios fora da residência segurada, inclusive em viagens internacionais”, explica.
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No mercado especializado, também existem produtos estruturados no modelo conhecido como all risks (todos os riscos), que podem oferecer proteção contra diferentes tipos de ocorrências.
De acordo com a Howden Brasil, essas modalidades podem cobrir situações como roubo, danos acidentais, quebra e perda de pedras preciosas, inclusive durante viagens internacionais.
“A proposta é aproximar o mercado brasileiro de um padrão já consolidado nos Estados Unidos, focado no uso real do bem e não apenas na proteção da residência”, afirma Minc.
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Quanto custa
O valor do seguro varia conforme características da peça e do segurado.
Segundo Medeiros, não existe uma tabela única de preços. O custo depende do limite contratado, do valor total das joias declaradas e do perfil de risco da residência.
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“O valor do prêmio [valor que os clientes pagam para contratar um seguro] da cobertura é influenciado por diversos fatores calculados pela seguradora, sendo os principais o valor total das joias, a região do local segurado e outras segmentações do perfil da residência”, ressalta.
Na Porto Seguro, o valor mínimo do acervo segurado é de R$ 5 mil. No segmento Private, a cobertura pode alcançar até R$ 1 milhão para o conjunto de joias declarado na apólice.
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Regras para manter a cobertura
Especialistas alertam que o segurado deve observar as condições previstas em contrato para evitar problemas em caso de sinistro (ocorrência do risco previsto, como roubo).
Na Porto Seguro, por exemplo, Medeiros destaca a importância do armazenamento adequado das peças quando não estão em uso.
“Um ponto importante é manter o acervo protegido dentro de cofre embutido na parede ou que tenha mais de 30 quilos, fechado por segredo ou senha, para garantir o amparo total contratado”, pontua.
Segundo ele, as coberturas para joias guardadas fora do cofre ou utilizadas fora da residência podem ter limites específicos previstos na apólice.
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Outra característica do mercado é a possibilidade de contratação mesmo para peças antigas ou herdadas. De acordo com a Howden Brasil, joias sem nota fiscal podem ser seguradas mediante apresentação de fotografias, descrição detalhada e laudos de avaliação que permitam estabelecer um valor de reposição.
Para Minc, o principal desafio do segmento ainda é ampliar o conhecimento dos consumidores sobre as opções disponíveis.
“O desafio é mostrar que o seguro de joias não é algo burocrático ou inacessível, mas uma ferramenta para que as pessoas possam usar seus bens no dia a dia com mais tranquilidade em diferentes ambientes”, afirma.
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