Colômbia vai as urnas neste domingo, novamente polarizada entre esquerda e direita

Favoritos são um candidato da esquerda, um outsider da direita mais populista e uma direitista da linha mais tradicional; segundo turno está marcado para 21 de junho

Roberto de Lira

Um trabalhador carrega um cartaz durante preparativos para o primeiro turno da eleição na Colômbia - 29/05/2026 (Foto: REUTERS/Enea Lebrun)
Um trabalhador carrega um cartaz durante preparativos para o primeiro turno da eleição na Colômbia - 29/05/2026 (Foto: REUTERS/Enea Lebrun)

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Mais de 41 milhões de colombianos vão às urnas neste domingo para decidir o presidente que vai comandar o país pelos próximos quatro anos, numa disputa que lembra muito a corrida eleitoral de 2022. Os favoritos são um candidato da esquerda, um outsider da direita mais populista e uma direitista da linha mais tradicional. Segundo todas as pesquisas de intenção de votos divulgadas no ano, será necessário um segundo turno, marcado para 21 de junho, para decidir o vitorioso.

Os estudos mostram que o filósofo e senador Iván Cepeda, do partido de centro-esquerda Pacto Histórico (PH) é o favorito para liderar a apuração de votos no primeiro turno, com cerca de 40% dos votos.

O segundo lugar deve ficar com milionário advogado Abelardo Gabriel De la Espriella, do Defensores de la Patria, com algo perto de 30% das preferências, segundo a média das pesquisas.

Nas últimas semanas, ele se afastou estatisticamente das intenções de votos da senadora de direita Paloma Valencia, do Centro Democrático, que deve ter um pouco mais de 18%.

Em 2022, o atual presidente Gustavo Petro também chegou na reta final à frente de Rodolfo Hernández e Federico Gutiérrez, que representavam as forças da direita.

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Para o segundo turno, há uma possibilidade de as preferências reverterem, uma vez que algumas pesquisas colocam De la Espriella, porém por uma margem estreita. Há estudos, no entanto, mantendo o favoritismo de Cepeda, embasados numa recuperação da aprovação do desempenho do presidente Petro – após medidas recentes ligadas a impostos e ao mercado de trabalho.

Mas o advogado Espriella, autoapelidado de “El Tigre” e defensor de líderes conservadores como Javier Milei (Argentina), Nayib Bukele (El Salvador) e Donald Trump (Estados Unidos), tem feito uma campanha focada em valores familiares e segurança pública, temas muito importantes para uma parcela significativa da sociedade.