UBS faz nova leva de demissões após compra do Credit Suisse

Banco suíço já eliminou cerca de 17,5 mil postos desde a aquisição

Bloomberg

O logotipo das chaves da UBS em frente à sede do UBS Group AG em Zurique, Suíça, na quarta-feira, 29 de outubro de 2025. O banco com sede em Zurique informou que o lucro líquido no terceiro trimestre do ano foi de US$ 2,5 bilhões, em comparação com a previsão de consenso de US$ 1,4 bilhão. (Foto: Pascal Mora/Bloomberg)
O logotipo das chaves da UBS em frente à sede do UBS Group AG em Zurique, Suíça, na quarta-feira, 29 de outubro de 2025. O banco com sede em Zurique informou que o lucro líquido no terceiro trimestre do ano foi de US$ 2,5 bilhões, em comparação com a previsão de consenso de US$ 1,4 bilhão. (Foto: Pascal Mora/Bloomberg)

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O UBS eliminou várias centenas de posições em suas operações na Europa, Oriente Médio e África, em mais uma rodada de cortes ligada à aquisição do Credit Suisse, concluída há três anos.

Os cortes atingiram principalmente equipes de funções de suporte, embora alguns bankers em posições de atendimento a clientes também tenham sido afetados, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. Parte dos funcionários que tiveram seus cargos extintos recebeu ofertas para novas funções dentro do próprio banco, como parte do esforço do UBS para amenizar o impacto sobre o quadro de pessoal, disseram as fontes, que pediram anonimato por se tratar de informação privada.

Um porta-voz do UBS afirmou que o banco pretende manter “o mais baixo possível” o número de cortes resultantes da integração, tanto na Suíça quanto globalmente. Para reduzir demissões, o banco está priorizando trazer para dentro de casa funções hoje desempenhadas por terceiros, acrescentou o porta-voz.

Desde a aquisição, o número de funcionários do UBS já caiu em cerca de 17,5 mil, de acordo com os dados mais recentes. Meses após o negócio, o banco trabalhava com planos de cortar, no total, algo em torno de 35 mil vagas, segundo a Bloomberg News.

O UBS vem tentando enxugar sua força de trabalho desde que a compra do Credit Suisse, em 2023, inflou seu quadro em aproximadamente 45 mil pessoas, para quase 120 mil, da noite para o dia. Desde então, vendeu algumas unidades e eliminou funções consideradas duplicadas. O banco também concluiu recentemente a migração dos dados de clientes dos sistemas legados de TI do Credit Suisse para suas próprias plataformas, tornando redundantes ao menos alguns dos cargos envolvidos nesse projeto.

Novos cortes são esperados ao longo do segundo semestre deste ano, disseram agora as fontes.

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O UBS oferece suporte aos funcionários afetados, como ajuda para encontrar outras posições internamente, afirmou o porta-voz. As reduções devem ocorrer ao longo de vários anos e serão feitas, em sua maioria, por meio de rotatividade natural, aposentadorias antecipadas, mobilidade interna e internalização de funções hoje terceirizadas.

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