Indicado para secretaria do Tesouro dos EUA defende “dólar forte” em 2009

Timothy Geithner se posiciona favorável à alta da moeda e iguala questão à busca pela solidez da economia nacional

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SÃO PAULO – Em documento enviado a membros do senado, Timothy Geithner, provável sucessor de Henry Paulson na secretaria do Tesouro norte-americano, disse que ter um “dólar forte” está em linha com os interesses do país e que será uma meta a ser “perseguida” pelo governo Obama, caso ele assuma a instituição.

Indicado pelo próprio presidente para o cargo, ele defendeu que poder confiar na moeda é algo tão relevante para os EUA como atingir a solidez da economia a médio e longo prazo, estabilizar o sistema financeiro ou preservar as parcerias de comércio e investimento. “Eu irei agir para atingir essas metas”, disse em nota.

As palavras de Geithner também comentaram os possíveis efeitos que o balanço público ruim poderia trazer ao câmbio, após estimativas apontarem déficit de US$ 1,4 trilhão em 2009. “No curto prazo, déficits desse tamanho são necessários para prevenir danos maiores na economia do país. No longo prazo, porém, teremos que voltar a ficar no positivo para restaurar a confiança externa”.

Problemas na China

Entre os pilares observados por Timothy Geithner, a valorização do yuan em relação ao dólar vista em 2008 – à exceção dos últimos meses do ano – foi ressaltada pelo possível secretário do Tesouro, que propôs um “realinhamento” na cotação entre as duas moedas.

“Barack Obama, assim como uma série de economistas, acredita que a China está manipulando o câmbio”, informou o documento. “O novo presidente já se comprometeu a usar todos os caminhos diplomáticos possíveis para mudar as possíveis práticas adotadas pelos chineses”, disse.