Tesouro dos EUA: nomeação de Tim Geithner será votada no final do dia

A certeza de confirmação vem acompanhada por expectativas de que Geithner apresse a votação do plano de estímulo

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SÃO PAULO – A semana começa com as atenções voltadas novamente para o Senado norte-americano, onde deve ser votada a nomeação de Tim Geithner para o cargo de secretário do Tesouro dos Estados Unidos. Conforme as previsões do líder democrata, Harry Reid, a votação deve acontecer às 21h (horário de Brasília).

A confirmação de Geithner para o cargo deve ser rápida, já que na última semana, ele conseguiu o apoio de todos os democratas e de metade dos republicanos no Comitê de Finanças do Senado, sendo apenas cinco dos 23 membros contra a nomeação.

A expectativa é de que, após assumir o cargo, Geithner apresse os trâmites do novo pacote de estímulo, que pode ser maior do que o previsto inicialmente. Em entrevista, o vice-presidente Joseph Biden afirmou que, assim que confirmado, Geithner irá relatar a Obama se acredita que a segunda parte do Tarp (Troubled Asset Relief Program), liberada neste mês, será suficiente para impulsionar a economia ou não.

Plano de Obama

Apesar das declarações de Biden, as sinalizações apontam para a necessidade de mais recursos por parte do governo norte-americano. De acordo com o diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Lawrence Summers, a segunda metade do Tarp irá dar início ao resgate do novo plano.

Summer ainda afirmou que o plano de Obama inclui inicialmente programadas de redução de execuções hipotecárias, no valor de US$ 50 bilhões a US$ 100 bilhões, além de uma fatia para a estabilização de bancos com problemas de liquidez, para descongelar o fluxo de crédito a empresas e consumidores.

Uma outra medida que tem sido discutida, principalmente pelo Federal Reserve e pelo FDIC (Federal Deposit Insurance Corporation), é a criação de um banco para comprar ativos ilíquidos que têm pesado nos balanços de instituições financeiras. Nesse sentido, entra também a idéia de assegurar perdas ligadas a esses títulos podres, para aumentar a confiança.

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Críticas

Toda a estratégia traçada pela administração de Obama até agora passa pelo descongelamento dos mercados de crédito, com os membros do governo afirmando que todas as medidas a serem adotadas terão como objetivo forçar os bancos a retomarem a oferta de empréstimos a empresas e consumidores.

Porém, nem todos concordam com essa visão. No último sábado, o estrategista de crédito do Bank of America, Jeffrey Rosenberg, declarou que obrigar os bancos a emprestarem pode ser prejudicial. Em relatório, o analista afirmou que “jogar mais crédito em um problema cuja causa é crédito demais pode não ser uma solução sustentável”.