Otan reforçará forças designadas para defender Báltico em guerra, dizem fontes

A aliança fechou um acordo para delegar o Corpo Germano-Holandês à defesa da região báltica em caso de guerra com a Rússia, buscando dar maior velocidade de resposta diante das pressões de Donald Trump

Reuters

Bandeira da Otan na sede da aliança militar em Bruxelas 2 de abril de 2025 REUTERS/Yves Herman
Bandeira da Otan na sede da aliança militar em Bruxelas 2 de abril de 2025 REUTERS/Yves Herman

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BERLIM/LONDRES, 26 ⁠Mai (Reuters) – A aliança militar ocidental Organização do Tratado do ⁠Atlântico Norte (Otan) fortalecerá a defesa de seu flanco oriental com uma nova ‌estrutura que facilitará o rápido deslocamento de forças na Letônia e na Estônia no caso de uma guerra com a Rússia, disseram à Reuters duas fontes familiarizadas ‌com o assunto.

Atualmente, as forças da Otan nos três países bálticos, bem como no norte da Polônia, estão sob o comando de um único quartel-general multinacional na cidade polonesa de Szczecin. A mudança planejada enfatiza a importância estratégica dos países bálticos, que estão em foco desde a invasão da Ucrânia pela Rússia.

A designação de um segundo ⁠Corpo ‌de Exército para a região permitirá que a Otan traga ‘massa em velocidade’, como descreveu ⁠um oficial militar, abordando a profundidade estratégica limitada e a vulnerabilidade da região.

Quando totalmente operacional, um Corpo de Exército normalmente comanda três divisões, ou seja, de 40.000 a 60.000 soldados. Em tempos de paz, ele normalmente existe como uma estrutura de comando esqueleto, com funções especializadas, como artilharia, defesa aérea e ​médicos, para permitir o rápido deslocamento de tropas quando necessário.

A Alemanha e a Holanda, em coordenação com a Otan, chegaram a um acordo para designar o ​Corpo Germano-Holandês, com sede na cidade alemã de Muenster, para a defesa da Letônia e da Estônia, disseram as fontes militares à Reuters na terça-feira.

Os aliados europeus estão assumindo mais responsabilidade por sua própria segurança, em meio a críticas ferozes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que mais recentemente acusou os membros ‌europeus da Otan de falta de apoio na guerra ​do Irã e anunciou que Washington retiraria 5.000 soldados norte-americanos da Alemanha.

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O acordo superou o último obstáculo, que consistia na falta de tropas para a unidade militar, disseram as fontes, aludindo à capacidade ⁠crítica que qualquer Corpo de ​Exército precisa em áreas ​como artilharia de longo alcance, defesa aérea, bem como engenheiros e médicos.

Juntamente com outros parceiros, a Alemanha e ⁠a Holanda agora aumentarão essas forças, disseram ​as fontes.

Não ficou imediatamente claro quando a decisão entrará em vigor e quantas tropas ficarão sob o comando da nova unidade de quartel-general em qualquer conflito.

O Ministério da Defesa holandês disse ​que a designação do Corpo de Exército estava ‘sendo elaborada atualmente’ e se recusou a dar detalhes. O Ministério da Defesa da Alemanha não ​quis comentar, citando os esforços ⁠de coordenação em andamento com a Otan.

A Otan disse que responderia mais tarde.

As autoridades da Otan têm alertado ⁠há anos sobre o aumento da ameaça da Rússia, que, segundo elas, poderia potencialmente montar um ataque em larga escala ao território aliado já em 2029. Moscou nega intenções agressivas e acusa a aliança de alimentar as tensões ao expandir-se para o território vizinho à Rússia.

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(Reportagem de Sabine Siebold, em Berlim; Polina Nikolskaya, em Londres, e Anthony Deutsch, em ​Amsterdã)