Mais flexível, Tesouro divulga Plano Anual de Financiamento 2009

Instituição não perseguirá alteração da estrutura a qualquer preço; momento incerto exige metas menos rígidas

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SÃO PAULO – O Tesouro Nacional divulgou nesta quinta-feira (29) detalhes do PAF (Plano Anual de Financiamento) para 2009, com metas menos ousadas para a reestruturação da dívida pública federal, a fim de proporcionar maior flexibilidade frente à crise.

Mias que simples metas, o plano consiste em uma sinalização ao mercado a respeito do caminho que será percorrido pelos que administram a dívida pública brasileira durante este ano.

Os objetivos do plano, no entanto, foram mantidos. Segundo o documento divulgado pelo Tesouro, “busca-se o equilíbrio entre custo e previsibilidade do serviço da Dívida Pública”, que será alcançada por ações como o alongamento de seu prazo médio e a substituição de títulos remunerados pela Selic por títulos pré-fixados ou ligados a índices de preços.

Metas para 2009

Após encerrar dezembro de 2008 no patamar de R$ 1,39 bilhão, o estoque de dívida pública deverá chegar ao fim deste ano situada entre R$ 1,45 bilhão e R$ 1,60, cuja composição será majoritariamente formada por títulos públicos atrelados à inflação e à taxa Selic, bem como aos prefixados.

Tipo de título Dez/2008 Mínimo 2009 Máximo 2009
Prefixados 29,9% 24,0% 31,0%
Índices de preços 26,6% 26,0% 30,0%
Selic 32,4% 32,0% 38,0%
Câmbio 9,7% 7,0% 11,0%
Demais 1,4% 1,0% 2,0%

De acordo com o Tesouro, a possibilidade de elevação significativa do estoque “contempla a realização de emissões específicas com o intuito de auxiliar o restabelecimento do crédito e a manutenção dos programas de investimento estratégico do Governo”.

Já o prazo médio de vencimento da dívida, atualmente em 3,5 anos, deverá manter-se entre 3,4 e 3,7 anos ao final de 2009. Para o Tesouro, embora as medidas possam parecer distantes ou tímidas em relação aos objetivos, é preciso levar em consideração a busca por menores custos para o financiamento da dívida, bem como por maior flexibilidade em um momento de grandes incertezas.

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“A emissão de títulos de longo prazo em momentos de instabilidade pode implicar em (sic) aumento do custo de financiamento da Dívida Pública Federal e manutenção desse custo mais elevado por um período longo”, afirma o Tesouro.