LOG CP (LOGG3) cria nova frente de negócios para crescer em FIIs logísticos até 2030

Segundo o CEO da companhia, Sergio Fischer, o objetivo é criar uma plataforma integrada que vá além da locação tradicional de galpões logísticos

Vinicius Alves

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Durante seu Investor Day nesta sexta-feira (22), a Log Commercial Properties (LOGG3) anunciou a criação da Log Capital, nova gestora focada exclusivamente em ativos imobiliários e logísticos, em um movimento que amplia a estratégia da companhia de monetização de galpões, reciclagem de capital e expansão dentro da indústria de fundos imobiliários.

Segundo a empresa, a nova plataforma nasce com foco tanto no desenvolvimento de novos empreendimentos quanto na gestão de ativos já performados, estruturando veículos voltados a investidores institucionais, plataformas de wealth management e investidores de varejo interessados em FIIs logísticos.

A companhia afirmou que o processo de credenciamento junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) já está em estágio avançado de implementação, com expectativa de protocolar o pedido regulatório nos próximos meses. A previsão é que a gestora comece a operar ainda em 2026.

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Na prática, o modelo permitirá à Log vender ativos maduros para fundos sob gestão própria, mantendo os imóveis sob administração técnica e operacional da companhia, estratégia que busca acelerar a reciclagem de capital e ampliar receitas recorrentes ligadas à gestão imobiliária.

Segundo o CEO da companhia, Sergio Fischer, o objetivo é criar uma plataforma integrada que vá além da locação tradicional de galpões logísticos.

“Estamos criando uma plataforma integrada de serviços, tecnologia, gestão e investimentos que deve transformar a forma como o mercado opera”, afirmou o executivo durante o evento.

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Log mira captura de valor em duas etapas e expansão dos FIIs logísticos

Em entrevista para o InfoMoney, o CFO da companhia, Rafael Saliba, afirmou que a criação da Log Capital representa um processo gradual de maturação da estratégia imobiliária da empresa.

A Log Capital pretende atuar em diferentes frentes dentro do mercado imobiliário, incluindo FIIs de renda focados em galpões logísticos Classe A, fundos de desenvolvimento, fundos de recebíveis imobiliários e estruturas de co-investimento em novos projetos.

A estratégia também prevê crescimento acelerado até 2030. Segundo a companhia, a meta é adicionar entre um e dois novos fundos de desenvolvimento por ano, além de elevar em mais de R$ 1 bilhão ao ano o potencial de crescimento do AUM em fundos de renda.

Outro ponto central da estratégia será a reciclagem de capital. A Log pretende vender participações em ativos para fundos próprios e reinvestir os recursos em novos empreendimentos.

O modelo busca transformar a companhia em uma estrutura mais asset light, reduzindo dependência de alavancagem tradicional e aumentando potencial de retorno sobre patrimônio (ROE).

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Segundo Saliba, a companhia já vinha estruturando a estratégia da nova gestora internamente, incluindo a contratação de um CIO dedicado exclusivamente à operação da Log Capital.

Empresa já tinha vendido 1 bilhão em ativos para FII do Itaú

Recentemente, a empresa avançou com a maior venda de ativos de sua história, ao fechar um acordo de R$ 1,02 bilhão com o fundo imobiliário Itaú Log CP, gerido pelo Itaú Unibanco Asset Management e administrado pela Intrag DTVM.

A transação implicou uma margem bruta de 33% para a LOG, com 20% mediante entrega de cotas do próprio fundo imobiliário.

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O executivo explicou que a companhia busca capturar valor adicional em ativos já vendidos por meio da retenção de determinadas classes de cotas dentro das estruturas dos fundos. “A gente vai capturar valor em duas etapas. Esses ativos têm revisionais que ainda não se refletiram totalmente no valor dos imóveis”, disse Saliba.

Nova plataforma quer alcançar tanto investidor institucional e varejo

Outro ponto destacado por Saliba foi a flexibilidade da nova plataforma para acessar tanto investidores institucionais quanto o público de varejo, dependendo do perfil de cada projeto.

“A pessoa física gosta muito de projetos já pré-locados para nomes grandes. Já o institucional talvez esteja mais disposto a assumir um risco especulativo maior”, afirmou o CFO.

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Segundo ele, o mercado de fundos imobiliários logísticos depende basicamente de dois pilares: disponibilidade de ativos e capacidade de acessar investidores. Nesse contexto, a companhia destacou possuir entre 10% e 15% de market share de originação de galpões logísticos no Brasil.

“Somos o maior originador de ativos do Brasil. Um lado da equação está dado. O maior desafio é correr atrás da base de investidores”, afirmou Saliba.

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