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SÃO PAULO – Com a volta dos indicadores ruins da economia norte-americana e de referências desfavoráveis na esfera corporativa, as bolsas externas operam no vermelho na tarde desta quinta-feira (29). Como reflexo, o risco-Brasil marca avanço de 5 pontos, cotado a 417 pontos.
Na agenda econômica, o número de pedidos de auxílio-desemprego ficou acima do esperado pelo mercado na última semana. Enquanto os pedidos e entregas de bens duráveis feitos à indústria tiveram recuo maior que as expectativas em dezembro. Resultados operacionais aquém do esperado também pesam sobre os mercados.
Ademais, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, declarou que o governo fará “novas emissões” no mercado internacional ao longo deste ano. Augustin não mencionou valores, mas declarou que as captações serão em bônus denominados em dólares e em reais, com o objetivo de criar referência de taxas de juros nas captações das empresas brasileiras.
Mesmo com o clima de instabilidade nos mercados, o preço dos Treasuries segue com recuo e os títulos da dívida externa brasileira acompanham esse movimento. Vale lembrar que a relação entre a variação dos papéis do Tesouro norte-americano e dos Globais determina o indicador risco-Brasil.
Global 40 cai
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, opera com baixa de 1,10% nesta terça-feira, cotado a 124,85 centavos de dólar.
O indicador de risco-Brasil, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, segue a 417 pontos-base, alta de 5 pontos em relação ao fechamento anterior.
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Confira abaixo a cotação do principal ativo da dívida externa brasileira:
| Ativo | Último | Anterior | Var % |
| Global 40 | 124,85 | 126,25 | -1,10 |