Kevin Warsh assume comando do Fed; Datafolha, relatório fiscal e mais destaques hoje

InfoMoney reúne as principais informações que devem movimentar os mercados nesta sexta-feira (22)

Erick Souza Felipe Moreira

Ativos mencionados na matéria

Kevin Warsh, indicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para ser o próximo presidente do Federal Reserve, presta juramento antes de depor em sabatina de confirmação na Comissão de Bancos do Senado, no Capitólio, em Washington, D.C., em 21 de abril de 2026. REUTERS/Kevin Lamarque
Kevin Warsh, indicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para ser o próximo presidente do Federal Reserve, presta juramento antes de depor em sabatina de confirmação na Comissão de Bancos do Senado, no Capitólio, em Washington, D.C., em 21 de abril de 2026. REUTERS/Kevin Lamarque

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O principal destaque desta sexta-feira (22) é a posse de Kevin Warsh na presidência do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), em cerimônia que contará com a participação do presidente americano Donald Trump. O evento está previsto para às 12h (horário de Brasília) e deve ser acompanhado de perto pelos mercados em busca de sinais sobre a futura condução da política monetária americana.

Ainda no cenário internacional, o índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan, referente à leitura final de maio, também concentra atenções. Além disso, a fala do diretor do Fed Christopher Waller, em Frankfurt, pode trazer novas sinalizações sobre o cenário monetário americano.

Na agenda doméstica, investidores acompanham a reunião trimestral do Banco Central com economistas, com participação de Paulo Picchetti e Nilton David, em meio ao debate sobre os próximos passos da política monetária brasileira. Também ganha relevância a divulgação do relatório bimestral de receitas e despesas pelo Ministério do Planejamento e pela Fazenda, documento importante para avaliar a condução fiscal do governo e as perspectivas para o cumprimento das metas fiscais.

O mercado ainda monitora a possibilidade de divulgação de uma nova pesquisa presidencial Datafolha, que pode influenciar a percepção de risco político nos ativos brasileiros.

Enquanto isso, no noticiário corporativo, a Copasa esteve entre os destaques negativos da última sessão após anunciar uma oferta de ações que pode abrir caminho para a privatização da companhia. Já o Ibovespa fechou em alta modesta na quinta-feira, marcada por expectativas envolvendo negociações entre Estados Unidos.

O que vai mexer com o mercado nesta sexta

Agenda

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia a agenda desta sexta-feira às 9h, no Palácio do Planalto, com reunião com o chefe do Gabinete Pessoal da Presidência, Marco Aurélio Marcola, e o chefe adjunto de Agenda, Oswaldo Malatesta. Na sequência, às 10h, participa de uma reunião de coordenação sobre a Aliança Global Contra a Fome, também no Planalto.

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Às 13h30, Lula embarca para o Rio de Janeiro a partir da Base Aérea de Brasília, com chegada prevista às 14h50 no Aeroporto Santos Dumont. O principal destaque da agenda ocorre às 16h, quando o presidente concede entrevista ao programa “Sem Censura”, compromisso que deve ser acompanhado de perto pelo mercado e pelo meio político em busca de sinalizações sobre economia, cenário fiscal e articulações do governo.

Estados Unidos

11:00 — Confiança do consumidor
Período: Maio
Previsão: 48,2

INTERNACIONAL

Avanço nas negociações EUA-Irã

Os Estados Unidos e o Irã sinalizaram progresso nas negociações para pôr fim à guerra, mas permanecem em desacordo sobre o estoque de urânio enriquecido de Teerã e os pedágios no Estreito de Ormuz.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou na quinta-feira que havia “bons sinais” de que um acordo para pôr fim ao conflito estava próximo, mas alertou que qualquer acordo desse tipo seria “inviável” se o Irã insistisse em medidas para controlar permanentemente a navegação pelo Estreito de Ormuz.

Polônia

Os Estados Unidos enviarão mais 5.000 soldados para a Polônia, disse o presidente norte-americano, Donald Trump, nesta quinta-feira.

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Trump, em uma postagem no Truth Social, citou seu relacionamento com o presidente nacionalista conservador da Polônia, Karol Nawrocki, como a razão por trás de sua decisão de enviar tropas adicionais.

Gastos de Trump

Senadores republicanos dos Estados Unidos abandonaram nesta quinta-feira os planos de votar um projeto de lei de financiamento do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE, na sigla em inglês) em um ato de revolta contra uma das prioridades do presidente Donald Trump: um fundo de US$1,8 bilhão para vítimas da “instrumentalização” do governo, incluindo condenados por crimes durante o tumulto no Capitólio em 6 de janeiro de 2021.

Como resultado, o Senado abandonou a votação de projeto de lei de US$72 bilhões que financiaria o programa de deportação em massa de imigrantes de Trump, adiando a votação para junho.

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BRASIL

Renegociação de dívidas

O novo Desenrola promoveu, até o momento, a renegociação de R$12 bilhões em dívidas de famílias, com descontos médios entre 80% e 85%, disse nesta quinta-feira o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Em entrevista à imprensa, Durigan afirmou que cerca de 449 mil débitos foram quitados à vista, com dívidas de R$1,06 bilhão caindo a R$154 milhões. Outras 685,5 mil operações foram refinanciadas, com débitos de R$9 bilhões que foram a R$1,36 bilhão após a renegociação.

Transferências voluntárias

O Congresso Nacional derrubou o veto do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a um dispositivo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 que estabelece que os municípios de até 65 mil habitantes não dependem mais de adimplência fiscal para celebrar transferências voluntárias. A votação ocorreu nesta quinta-feira, 21, em sessão conjunta de senadores e deputados, em Brasília.

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O trecho da LDO diz que “a emissão de nota de empenho, a realização das transferências de recursos e a assinatura dos instrumentos, bem como a doação de bens, materiais e insumos, não dependerão da situação de adimplência do município de até sessenta e cinco mil habitantes”. Ao vetar a regra, o governo alegou que há “vício de inconstitucionalidade” e que a obrigação de adimplência está prevista na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

(Com Agência Brasil, Reuters, O Globo e Estadão Conteúdo)