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SÃO PAULO – Contrariando o esperado pelo mercado, o nível dos estoques de petróleo nos EUA registrou recuo na última semana, informou o DOE (Departamento de Energia dos EUA), em relatório divulgado nesta quarta-feira (3).
Entre as semanas terminadas em 21 e 28 de novembro, o nível dos estoques de óleo bruto no país caiu em 400 mil barris, rompendo com uma seqüência de nove aumentos semanais consecutivos medidos pelo indicador. As projeções do mercado giravam em torno de uma alta de 1 milhão de barris.
Por sua vez, o nível dos estoques de gasolina no país também mostra declínio, de 1,6 milhão de barris. Ainda segundo o relatório divulgado, as refinarias norte-americanas operaram com 84,3% de sua capacidade operacional total, abaixo do 86,2% registrado na semana anterior.
Variação semanal
| Em milhões de barris | Semana até 28/11/2008 | Semana até 21/11/2008 | Variação |
| Óleo bruto | 320,4 | 320,8 | -0,4 |
| Gasolina | 198,9 | 200,5 | -1,6 |
| Derivados | 125,0 | 126,7 | -1,7 |
| Óleo para calefação | 39,6 | 41,7 | -2,1 |
Variação anual
| Em milhões de barris | Semana até 28/11/2008 | Semana até 28/11/2007 | Variação |
| Óleo bruto | 320,4 | 300,3 | +20,1 |
| Gasolina | 198,9 | 204,1 | -5,2 |
| Derivados | 125,0 | 134,8 | -9,8 |
| Óleo para calefação | 39,6 | 44,5 | -4,9 |
Preço do barril em baixa
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 45,32
nesta quarta-feira, leve baixa de 0,26% em relação ao último fechamento.
Com o desempenho negativo dessa sessão, o petróleo acumula forte baixa de 12,39% neste mês de dezembro. Por sua vez, a variação no ano fica negativa em 51,73%, já que a commodity encerrou o ano passado cotada a US$ 93,89 por barril em Londres.
O contrato com vencimento em janeiro de 2009, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 46,55 por barril, configurando uma baixa de 0,87% frente ao fechamento anterior.
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Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Como os EUA são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.
Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.