Pessimismo volta à cena e bolsas dos EUA encerram sessão com fortes perdas

Fraco noticiário corporativo e novos indicadores sobre a economia do país preocuparam os investidores

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SÃO PAULO – As bolsas norte-americanas não resistiram ao pessimismo trazido pelo noticiário corporativo e pela divulgação de novos indicadores sobre a economia do país e fecharam esta quinta-feira (2) com forte baixa, interrompendo uma seqüência de dois pregões consecutivos de valorização.

A sessão começou com novas especulações sobre o setor automotivo, desta vez de que duas das três maiores automobilísticas do país – General Motors e Chrysler – estão próximas de pedir concordata. Em resposta, as ações da maior montadora de Detroit fecharam com forte desvalorização de 16,12%.

Ainda no plano corporativo, a AT&T anunciou que demitirá 12 mil funcionários, equivalente a 4% de sua força de trabalho total, visando a redução de custos operacionais. Já a fabricante de chips AMD alertou que sua receita no quarto trimestre deve cair cerca de 25% na comparação com o período anterior.

Completando o noticiário, a farmacêutica Merck reduziu sua projeção para o lucro em 2009 citando os impactos da valorização do dólar e a tendência declinante do consumo ao redor do mundo, enquanto os papéis da General Electric recuaram 3,20%; a rede televisiva CNBC, na qual detém participação, planeja demitir 80 funcionários.

Indicadores ampliam pessimismo

Compondo a agenda econômica, o Departamento de Comércio dos EUA mostrou pela tarde que o volume de encomendas à indústria norte-americana recuou 5,1% durante o mês de outubro. Na véspera, o Livro Bege do Fed apontou que, desde outubro, o nível de atividade da economia voltou a enfraquecer em todas as regiões avaliadas.

Na próxima sessão, o Departamento do Trabalho estará no centro das atenções dos investidores ao anunciar o Employment Report de novembro. As estimativas são de um corte de 325 mil empregos, com uma taxa de desemprego em 6,8%. Em outubro, o país perdeu 240 mil empregos e a taxa de desemprego ficou em 6,5%, a maior dos dois mandatos do presidente George W. Bush.

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Nesta quinta-feira, o Departamento informou que o número de pedidos de auxílio-desemprego no país caiu em 21 mil na última semana, mas a média em quatro semanas de novas solicitações e de pessoas que recebem o benefício chegou ao nível mais alto em 16 anos.

Wall Street fecha com forte baixa

O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, fechou com forte baixa de 3,14%, a 1.446 pontos, acumulando no ano forte baixa de 45,50%.

Já o S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, encerrou o pregão com desvalorização de 2,93% atingindo 845 pontos e caindo 42,44% no ano.

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Finalmente, o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, apresentou queda de 2,51%, chegando a 8.376 pontos e acumulando no ano forte baixa de 36,85%.


%Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
Dow Jones -2,51 8.376 -12,98 -36,85
S&P 500 -2,93 845 -15,96 -42,44
Nasdaq -3,14 1.446 -18,79 -45,50