Lituânia pede à população que se abrigue devido a incursão de drones

O Exército orientou a população a buscar abrigo e suspendeu voos e trens em Vilnius após a ativação de caças da Otan para neutralizar o dispositivo

Reuters

Ministro da Defesa da Lituânia, Robertas Kaunas, em abrigo em Vilnius 20 de maio de 2026 Parlamento da Lituânia/Divulgação via REUTERS
Ministro da Defesa da Lituânia, Robertas Kaunas, em abrigo em Vilnius 20 de maio de 2026 Parlamento da Lituânia/Divulgação via REUTERS

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VILNIUS, 20 Mai (Reuters) – ⁠A Lituânia emitiu na quarta-feira ⁠um alerta de ‘perigo aéreo’ pedindo às pessoas ‌que se abriguem e suspendeu o tráfego no aeroporto da capital devido a um drone que violou ‌o espaço aéreo do país, o mais recente de uma série de incidentes de segurança na região do Báltico.

O Estado membro da Otan e da União Europeia suspendeu o tráfego de trens ⁠na ‌região de Vilnius, enquanto escolas e jardins de ⁠infância foram orientados a levar as crianças para abrigos durante o incidente, que durou quase uma hora.

‘Abrigue-se imediatamente em um local seguro, cuide de seus entes queridos e aguarde novas recomendações’, ​disse o Exército da Lituânia em uma mensagem enviada à população da capital Vilnius.

O tráfego ​aéreo e de trens foi retomado desde então, mas os alertas aéreos ainda estavam em vigor em algumas partes do país.

Um alerta também foi emitido no prédio do Parlamento de Vilnius, ‌onde parlamentares e ministros estavam presentes.

Falando ​à Reuters em um abrigo subterrâneo, o ministro da Defesa Robertas Kaunas disse que as aeronaves militares estavam tentando neutralizar ⁠a ameaça.

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‘A ​Missão de Policiamento ​Aéreo da Otan está ativada e tem como alvo um drone ⁠detectado no espaço aéreo ​da Lituânia’, afirmou Kaunas.

Um caça da Otan abateu na terça-feira um suposto drone ucraniano sobre a Estônia, informou ​o país báltico.

A Ucrânia intensificou os ataques de drones de longo alcance contra a ​Rússia, inclusive ao ⁠redor do Mar Báltico. Desde março, vários drones militares ucranianos invadiram ⁠o espaço aéreo dos membros da Otan Finlândia, Letônia, Lituânia e Estônia, que fazem fronteira com a Rússia.

Na semana passada, o governo da Letônia se demitiu por causa da forma como lidou com as ​incursões.

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