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Ibovespa Futuro sobe após queda na véspera com ata do Fed e balanço da Nvidia no foco

Mercados permanecem cautelosos em meio a temores com a inflação devido ao conflito no Oriente Médio

Felipe Moreira

Painel da B3, a bolsa de valores brasileira, em São Paulo - (Foto: Tuane Fernandes/Bloomberg)
Painel da B3, a bolsa de valores brasileira, em São Paulo - (Foto: Tuane Fernandes/Bloomberg)

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O Ibovespa Futuro opera em alta nas primeiras negociações desta quarta-feira (20), apagando parte das perdas da véspera, com atenções voltadas para divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed) e os resultados da Nvidia, enquanto permanecem cautelosos em meio a temores com a inflação devido ao conflito no Oriente Médio. Às 9h05 (horário de Brasília), o contrato para junho subia 0,50%, a 177.365 pontos.

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A ata da última reunião do Fed deve mostrar a extensão das divergências entre as visões das autoridades sobre a trajetória das taxas de juros e a intensidade da inflação.

Os mercados agora precificam uma probabilidade superior a 40% de um aumento de 25 pontos-base em dezembro dos juros pelo Fed, segundo a ferramenta FedWatch do CME. As expectativas de uma elevação de 50 pontos-base naquele mês subiram para 13,5%, ante 4,2% uma semana antes.

Esse ainda é um dia decisivo para as fabricantes de chips, com a Nvidia divulgando seus resultados do primeiro trimestre após o fechamento do mercado. As expectativas permanecem altas, com previsão de que a receita salte quase 80%, para cerca de US$79 bilhões, segundo a estimativa de uma pesquisa da LSEG com analistas.

Havia também sinais iniciais de alívio das tensões no Golfo nesta quarta-feira com dois petroleiros chineses saindo do Estreito de Ormuz, mostraram dados de navegação, após comentários positivos do presidente dos Estados Unidos e de seu vice.

Donald Trump disse na terça-feira que a guerra terminará “muito rapidamente”, enquanto o vice-presidente JD Vance falou sobre o progresso nas conversas com Teerã sobre um acordo para encerrar as hostilidades.

Em Wall Street, o Dow Jones Futuro subia 0,23%, S&P Futuro avançava 0,32% e Nasdaq Futuro tinha alta de 0,56%.

Dólar, exterior e commodities

O dólar futuro para junho — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — caía 0,32% na B3, aos R$ 5,045.

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Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam com baixa, com os investidores avaliando os elevados rendimentos dos títulos globais e as renovadas tensões no Oriente Médio.

Os preços do petróleo operam em baixa, à medida que investidores avaliam os sinais contraditórios do presidente Trump sobre a possibilidade de retomar os ataques militares contra o Irã.

As cotações do minério de ferro na China fecharam em alta, interrompendo uma sequência de seis sessões de perdas, impulsionados pelas expectativas de maior produção chinesa de ferro-gusa, com a retomada da produção em quatro altos-fornos.

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