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SÃO PAULO – A medição do último IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) registrou alta de 0,36% em novembro, taxa bem abaixo das estimativas apontadas pelo Relatório Focus de 0,50%. Segundo analistas, o resultado veio puxado, principalmente, pela forte desaceleração inesperada no setor de alimentos.
“A principal diferença entre o resultado atual e nossa projeção ficou concentrada no grupo de alimentos e bebidas, devido à forte redução nos preços do feijão e significativo declínio nos preços das refeições fora de casa”, explicou o Credit Suisse.
Os analistas do banco reduziram sua estimativa do IPCA em dezembro de 0,40% para 0,35% e acreditam que a surpresa apontada e os primeiros sinais de desaceleração econômica devem interromper a tendência de alta nas projeções do mercado em geral para o índice em 2009. A equipe do UBS vai contra tal expectativa.
“Ainda esperamos que a taxa de inflação cresça, apesar do passo mais devagar. (…) Na verdade, consideramos que parte das forças negativas, que vieram como surpresa em novembro, são temporárias, apesar de ainda poderem atuar neste mês”.
Expectativa para Selic
A principal justificativa usada pelo Banco Central para manter a taxa básica de juro alta deve perder parte de sua importância, segundo o Unibanco, após o resultado apontado pelo IPCA em novembro.
Para ele, considerando os pesos da atividade econômica versus inflação, a autoridade monetária deve iniciar uma flexibilização em breve.
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“Apesar do risco de inflação persistir (com o enfraquecimento do real e forte demanda), os sinais são de que ele não é tão significativo quanto antes era temido e pode se dissipar frente aos riscos de contração da atividade econômica. (…) Acreditamos que as discussões passarão a questionar quando o BC cortará os juros”, afirmou a equipe.