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Dólar sobe 0,85%, a R$ 5,04, seguindo exterior e após pesquisa com queda de Flavio

Investidores monitoram o noticiário sobre a guerra no Oriente Médio e o cenário político brasileiro

Felipe Moreira

(Foto: Blogging Guide/Unsplash)
(Foto: Blogging Guide/Unsplash)

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O dólar fechou a terça-feira novamente em alta e próximo dos R$ 5,05, impulsionado pelo avanço da moeda norte-americana no exterior e pelo cenário político brasileiro, após nova pesquisa eleitoral mostrar queda do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida presidencial.

Em novo episódio do escândalo do banco Master, Flávio Bolsonaro confirmou no início da tarde que se reuniu com o ex-dono da instituição, Daniel Vorcaro, em 2025, após o banqueiro ter sido preso pela primeira vez.

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Qual foi a cotação do dólar hoje?

O dólar à vista fechou em alta de 0,86%, aos R$5,0416. No ano, a divisa passou a acumular queda de 8,15% ante o real.

Às 17h04, o dólar futuro para junho — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — subia 1,01% na B3, aos R$5,0580.

Dólar comercial

O que aconteceu com dólar?

A terça-feira é até o momento de alta para o dólar ante praticamente todas as demais divisas globais, após a moeda norte-americana ter cedida na véspera na esteira do adiamento, pelo presidente dos EUA, Donald Trump, de um ataque militar contra o Irã planejado para esta terça-feira.

Ainda na terça-feira, Trump afirmou que há “uma chance muito boa” de um acordo com o Irã na área nuclear.

Neste cenário, o petróleo Brent cedia nesta manhã, mas se mantinha em níveis elevados, acima dos US$110 o barril. Já o dólar subia ante o real, o peso chileno, o rand sul-africano e o peso mexicano, entre outras divisas de países emergentes.

Internamente, destaque para a nova pesquisa Atlas/Bloomberg, apontando que as intenções de voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno da disputa pelo Planalto subiram de 46,6% para 47%, enquanto o percentual de Flávio Bolsonaro caiu de 39,7% para 34,3%.

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Nas simulações de segundo turno, Lula foi de 47,8% para 48,9%, enquanto Flávio caiu de 47,8% para 41,8%.

A queda de Flávio Bolsonaro se dá na esteira da publicação de reportagem sobre as relações do senador com o ex-dono do banco Master, Daniel Vorcaro. O parlamentar negou em nota ter cometido qualquer irregularidade, alegando ter buscado recursos privados para um filme sobre a história do pai, sem oferecer qualquer vantagem em troca.

A pesquisa reuniu 5.032 pessoas entre os dias 13 e 18 de maio. A primeira reportagem sobre a relação entre Flávio e Vorcaro foi publicada pelo site Intercept na tarde do dia 13. A margem de erro da pesquisa do Atlas é de 1 ponto percentual para mais ou para menos.

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Nesta manhã, os investidores também estarão atentos à participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em audiência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Entre os temas a serem abordados está justamente o escândalo do Mestre.

Na segunda-feira, a moeda norte-americana à vista fechou o dia com queda de 1,34%, para R$ 4,9987.

(Com Reuters)

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