Dólar comercial opera em alta, após Senado reprovar plano de ajuda nos EUA

Decisão traz dúvidas quanto à sobrevivência das montadoras, derrubando renda variável; BC não anuncia intervenção

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SÃO PAULO – Corrigindo parte das perdas registradas na sessão anterior, o dólar comercial inicia a sexta-feira (12) com forte alta, respondendo ao clima de maior aversão ao risco dos investidores após a reprovação do plano de ajuda às automobilísticas nos EUA.

O Senado norte-americano rejeitou o pacote de US$ 14 bilhões aprovado pela Câmara dos Deputados, deixando dúvidas quanto à sobrevivência da GM, Chrysler e Ford. A decisão dos dirigentes, que derrubou a renda variável desde cedo, divide espaço com uma agenda diária cheia, que traz o resultado do PPI (Producer Price Index), às 11h30.

Paralelo a isso, o front doméstico vem pouco movimentado pela manhã, sem trazer grandes eventos por enquanto. Observando a queda de quase 3,5% que o dólar apontou frente ao real na véspera, o Banco Central não anunciou novas medidas de intervenção no câmbio, sem confirmar se irá realizar leilões à vista ou ofertas de swaps nesta sessão.

O presidente do BC, Henrique Meirelles, revelou na quinta-feira que o CMN (Conselho Monetário Nacional) irá ampliar as alternativas de aplicação das reservas internacionais às empresas brasileiras concedendo novos financiamentos externos, em volume próximo a US$ 10 bilhões. O plano de incentivo ao consumo também divide atenção por aqui.

Confira as cotações

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 2,3750 na compra e R$ 2,3770
na venda, forte alta de 1,24% em relação ao fechamento anterior.