Alphabet e Delta Airlines: nova carteira da Berkshire faz ações subirem nesta 2ª

A Berkshire comprou 39,8 milhões de ações da companhia aérea, avaliadas em US$ 2,6 bilhões no fim de março, tornando a empresa a 14ª maior posição da carteira naquele momento

Equipe InfoMoney

Logotipo da Berkshire Hathaway exibido em uma tela na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE). 10/05/2023. (Foto: REUTERS/Brendan McDermid)
Logotipo da Berkshire Hathaway exibido em uma tela na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE). 10/05/2023. (Foto: REUTERS/Brendan McDermid)

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A Berkshire Hathaway apresentou na sexta-feira (15) a nova composição de sua carteira. As alterações mexerem com os papéis de algumas das companhias que compõem o portfólio na sessão dessa segunda, como a Alphabet e a Delta Airlines. As duas companhias passaram a figurar com mais presença no portfólio da companhia.

Um dos maiores movimentos foi a aposta uma nova fatia relevante na Delta Air Lines. A Berkshire comprou 39,8 milhões de ações da companhia aérea, avaliadas em US$ 2,6 bilhões no fim de março, tornando a empresa a 14ª maior posição da carteira naquele momento. A ação da Delta subia 2,5% na última negociação no pré-mercado e, durante o dia, chegou a atingir +3%. Às 12h10 (horário de Brasília), os papéis subiam 1,29%, a US$ 71,14.

Leia mais: Berkshire eleva fatia na Alphabet no 1º trimestre, compra Delta Air e vende Exxon

A compra da Delta marcou o retorno da Berkshire ao setor aéreo. Seis anos atrás, Buffett surpreendeu o mercado ao zerar toda a exposição da Berkshire às aéreas norte‑americanas, desfazendo-se de posições superiores a US$ 4 bilhões em United, American, Southwest e Delta Air Lines. Na época, Buffett argumentou que a pandemia havia mudado de forma permanente os hábitos de consumo e a demanda por viagens.

Enquanto isso, a Berkshire aumentou significativamente sua posição relativamente recente em Alphabet, tornando a controladora do Google sua sétima maior participação. A Alphabet subia 1,38%, a US$ 398,82. Entre as maiores posições da Berkshire, a empresa reduziu a fatia em Chevron. Mesmo assim, os papéis da petroleira mantinham alta de 1,51%.

A Berkshire também abriu posição em Macy’s no último trimestre. As ações da rede de lojas de departamento subiram quase 4% no pré‑mercado depois que o documento revelou que a Berkshire assumiu uma nova participação avaliada em cerca de US$ 55 milhões no fim do primeiro trimestre. Durante a sessão, os papéis da varejista seguiam em alta, com +1%, a US$ 18,59.

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A posição é muito pequena para o tamanho do conglomerado, o que levou muitos a especular que a compra foi feita pelo “tenente” de investimentos Ted Weschler, que administra 6% da carteira de ações.

A Berkshire vendeu uma série de ações no último trimestre, provavelmente como parte de um esforço para desmontar posições ligadas a Todd Combs, que deixou a companhia no fim de 2025 para ingressar no JPMorgan. Combs havia sido recrutado pessoalmente por Buffett para gerir a carteira de ações da Berkshire ao lado de Weschler.

Entre as vendas de destaque estiveram Mastercard e Visa, dois investimentos iniciais de Combs que refletiam posições de seu antigo hedge fund, além de uma saída completa de Amazon, outra posição amplamente vista como ligada a ele.

A Berkshire vendeu cerca de US$ 24 bilhões em ações no primeiro trimestre e comprou US$ 16 bilhões em ações, com base no relatório 10-Q de 2 de maio. Esse relatório não detalhou as mudanças.

Outras ações que a Berkshire vendeu incluíram UnitedHealth Group, Aon, Pool Corporation, Domino’s Pizza e Charter Communications.

(com CNBC e Estadão Conteúdo)

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