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O secretário do Conselho de Discernimento do Irã e ex-comandante da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC), Mohsen Rezaei, afirmou neste domingo (17) que Teerã “não fechou as portas” para a amizade com os Emirados Árabes Unidos, mas que o país deve saber que “a paciência do Irã tem limites”.
Citado pela agência de notícias iraniana ISNA, Rezaei criticou as relações bilaterais entre Emirados e Israel. “Estamos cientes de que há relações e intercâmbios entre os Emirados Árabes Unidos e Israel; os Emirados não devem se envolver nas tramas e nos esquemas de Israel”, alertou o secretário.

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Os Emirados Árabes Unidos foram alvo de alguns dos ataques mais fortes de Teerã durante a guerra no Oriente Médio, que se estende para o terceiro mês, e relatos recentes sugerem que o país pode ter realizado ataques retaliatórios próprios.
Neste domingo, uma usina nuclear dos Emirados foi atacada e houve um incêndio, sem relatos de mortos e feridos. Embora o país não tenha acusado diretamente o Irã, o conselheiro diplomático do presidente dos Emirados, Anwar Gargash, deu a entender que Teerã foi responsável pela ofensiva.
Segundo Gargash, o ataque, “seja perpetrado pelo agente principal ou por um de seus intermediários, representa uma escalada perigosa e uma cena sombria que viola todas as leis e normas internacionais, em um desprezo criminoso pelas vidas dos civis nos Emirados Árabes Unidos e em seu entorno”.