Xi usa “Armadilha de Tucídides” para questionar se EUA e China podem evitar conflito

Líder chinês usou conceito da “Armadilha de Tucídides” para defender estabilidade nas relações entre Washington e Pequim

Felipe Moreira

O presidente da China, Xi Jinping, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visitam o Templo do Céu, em Pequim, em 14 de maio de 2026. BRENDAN SMIALOWSKI/Pool via REUTERS
O presidente da China, Xi Jinping, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visitam o Templo do Céu, em Pequim, em 14 de maio de 2026. BRENDAN SMIALOWSKI/Pool via REUTERS

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O presidente dos EUA, Donald Trump, reuniu-se com o presidente da China, Xi Jinping, em Pequim, nesta quinta-feira (14), dando início a uma cúpula bilateral que deverá abordar temas como comércio, tarifas, Taiwan e Irã, e que se estenderá até sexta-feira.

Xi ressaltou a atenção global voltada para a reunião e afirmou que um dos principais desafios para os dois países é evitar a chamada “Armadilha de Tucídides”, conceito usado para descrever momentos históricos em que rivalidades entre uma potência emergente e uma potência dominante acabaram levando a conflitos militares.

Além de levantar a questão retórica sobre se os EUA e a China poderiam evitar a Armadilha de Tucídides, Xi perguntou se os dois países poderiam enfrentar juntos os principais desafios para a estabilidade global e trabalhar por “um futuro melhor” para a humanidade.

Xi também afirmou que Taiwan era a questão mais importante para as relações entre os EUA e a China e que, se não fosse bem administrada, levaria a relação bilateral a uma situação “perigosa”, segundo a mídia estatal. Pequim considera Taiwan, uma ilha autogovernada democraticamente, parte de seu território. O partido governante da ilha rejeita essa reivindicação.

Já Trump afirmou que a relação entre Washington e Pequim será “melhor do que nunca”. O presidente americano destacou ainda que conhece Xi pessoalmente há mais tempo do que qualquer outro líder americano ou chinês recente, relembrando sua visita à China em 2017, durante seu primeiro mandato.