Vivo (VIVT3) reporta 1º tri abaixo das expectativas e ações despencam mais de 5%

Desaceleração no ritmo de vendas e margens operacionais mais fracas podem ter levado a reação negativa

Erick Souza

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A Telefônica Brasil (VIVT3) reportou lucro líquido de R$ 1,26 bilhão no primeiro trimestre de 2026. Apesar do resultado representar uma alta em relação ao mesmo período no ano passado, o balanço esteve abaixo do esperado do mercado. E os investidores reagiram: ao longo da manhã desta segunda-feira (11), a ação da companhia despencou mais de 6%.

No fechamento da sessão, ação VIVT3 recuou 5,87%, negociada a R$ 36,11. Na mínima do dia até então, o valor chegou a 35,49, ou queda acima de 6%.

De acordo com os analistas da JPMorgan, os resultados sofreram, parcialmente, com a desaceleração temporária no ritmo de vendas de ativos. Além disso, as margens orgânicas menores e despesas de leasing (contratos de aluguel/arrendamento) acima do esperado, pressionaram o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda).

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Pressões nos resultados

Na receita, o segmento móvel veio em linha, com evolução sólida no pré-pago, mas com desaceleração no pós-pago. Segundo os analistas, o fixo ficou um pouco abaixo das expectativas, respondendo às receitas digitais B2B mais fracas do que o esperado.

A receita do pré-pago segue em trajetória de melhora, mas ainda em níveis negativos. Ao final do 1T26, o nível chegou a -1,0%, contra os -3,9% do último trimestre do ano passado e ainda melhor que os -11,4% do 1T25. De acordo com a própria companhia, a recuperação é uma resposta das iniciativas de monetização.

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Segundo o Bradesco BBI, um dos motivos que também podem ter contribuído com a reação dos investidores é o resultado das margens Ebitda. Depois de um período de forte expansão, os reportes ficaram amplamente estáveis em relação ao 4T.

Os analistas do banco explicam que o desempenho foi negativamente impactado por despesas com pessoal, comerciais, infraestrutura (infra) e inadimplência acima do esperado.

Ainda assim, mesmo com a desaceleração sequencial das receitas e da margem abaixo das projeções, o BBI destaca que os resultados permaneceram sólidos em termos absolutos. O Ebitda-AL (após despesas de leasing) cresceu 9,7% ao ano.