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O último suspiro foi a eleição do presidente dos EUA. Barack Obama terá pela frente a maior crise norte-americana dos últimos tempos. Ele não é mágico para tirar os coelhos da cartola e resolver todos os problemas internos e externos. Este mês tivemos a redução brusca dos juros nos EUA, de 0,75% para entre 0,25% e zero. O instrumento de redução dos juros já foi utilizado em crises anteriores, mas chegou ao limite.
Em nossa casa Brasil, finalmente nossos governantes caíram na realidade. No dia 22 de dezembro o dólar ficou na casa de R$ 2,400, uma desvalorização acima do esperado tanto pelo o governo quanto pelo mercado, pois as empresas que estavam alavancadas no “subprime cambial” realizaram um grande prejuízo no exercício de 2008. E outras estão carregando as posições ate o vencimento.
| “Empresas alavancadas no ‘subprime cambial’ realizaram um grande prejuízo” |
De certa forma, para os exportadores, uma desvalorização do real será bem vinda. Porém o crédito secou e o spread bancário encareceu as operações.
Já a nossa bolsa está na faixa dos 37.800 pontos. O mercado não esperava essa ducha de água fria na cabeça. O momento é de espera, muita calma nesta hora. As commodities em geral tiveram uma queda brusca, por exemplo, o petróleo. E as perspectivas não são as melhores para 2009. Com a recessão o consumo vai diminuir até o mercado se ajustar.
A nossa grande taxa de juros, de 13,75% ao ano, continua sendo a maior do mundo. De certa forma, a renda fixa seria atrativa para o capital estrangeiro, porém as multinacionais e os bancos em geral estão repondo suas carteiras para repararem os prejuízos.
O mercado já assimilou o momento. Agora é se ajustar para conviver com a crise, tanto governos, empresas e bancos.
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Reginaldo Siaca é gerente de Câmbio da corretora TOV e escreve mensalmente na InfoMoney, às terças-feiras.
reginaldo.siaca@infomoney.com.br