Rubi de 11 mil quilates em Mianmar desafia lógica do mercado de pedras preciosas

Descoberta em Mogok, a joia gigante é considerada mais valiosa que o lendário rubi de 21.450 quilates e expõe o contraste entre riqueza mineral e um país marcado por guerra civil, mineração ilegal e regime militar

Bloomberg

Reprodução/Myanmar Radio and Television
Reprodução/Myanmar Radio and Television

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Mianmar anunciou a descoberta de um rubi gigantesco pesando 11.000 quilates (2,2 quilos), uma descoberta rara até mesmo para o principal polo de pedras preciosas do país, Mogok, perto de Mandalay.

A pedra de cor vermelho-arroxeada, encontrada depois que o novo governo apoiado pelos militares assumiu em abril, é “excepcionalmente grande, rara e difícil de encontrar”, de acordo com um comunicado do Ministério da Informação divulgado na sexta-feira. Devido à sua classificação de cor e qualidade, ela é considerada mais valiosa do que um rubi de 21.450 quilates encontrado na mesma cidade em 1996, disse o ministério, sem especificar um valor estimado.

Mianmar é conhecido como fonte de pedras preciosas e jade, e a mineração ilegal é desenfreada em todo o país, cuja economia foi devastada por anos de guerra civil e governo militar opressivo. Uma eleição geral amplamente criticada foi realizada em áreas controladas pelos militares entre dezembro e janeiro, com os principais partidos de oposição, incluindo a Liga Nacional pela Democracia de Aung San Suu Kyi, proibidos de disputar as urnas.

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Não ficou claro quem encontrou a gema de 11.000 quilates, mas as regras exigem que os mineradores relatem descobertas valiosas ao governo central, que agora é liderado pelo ex-chefe militar Min Aung Hlaing.

Mogok, na região de Mandalay, tem sido palco de grandes descobertas de pedras preciosas nas últimas décadas, incluindo rubis de 496 quilates em 1990 e 2.789 quilates em 2022, segundo dados oficiais.

Em 2015, um rubi birmanês de 25,59 quilates foi vendido por US$ 30,33 milhões em um leilão da Sotheby’s em Genebra.

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