Premiê do Reino Unido cita possibilidade de proibição das marchas pró-Palestina

As marchas pró-Palestina se tornaram regulares ⁠em Londres desde o ataque do Hamas a Israel

Reuters

Premiê britânico Keir Starmer
 18/9/2025   Leon Neal/Pool via REUTERS
Premiê britânico Keir Starmer 18/9/2025 Leon Neal/Pool via REUTERS

Publicidade

LONDRES, 2 Mai (Reuters) – O primeiro-ministro ⁠britânico, Keir Starmer, disse que o ⁠governo poderia proibir as marchas pró-Palestina em algumas ‌circunstâncias, devido ao ‘efeito cumulativo’ que as manifestações tiveram sobre a comunidade judaica, depois que dois homens judeus foram ‌esfaqueados em Londres na quarta-feira.

Starmer disse à BBC que sempre defenderia a liberdade de expressão e os protestos pacíficos, mas que cantos como ‘Globalize a Intifada’, durante as manifestações, estavam ‘completamente fora dos limites’. Segundo ele, quem proferir cantos ⁠assim ‌deve ser processado.

As marchas pró-Palestina se tornaram regulares ⁠em Londres desde o ataque do Hamas a Israel, em outubro de 2023, que desencadeou a guerra em Gaza. Os críticos dizem que as manifestações geraram hostilidade e se tornaram um foco de antissemitismo.

Continua depois da publicidade

Os ​manifestantes argumentam que estão exercendo seu direito democrático de destacar os direitos humanos e as questões políticas ​relacionadas à situação em Gaza.

Starmer disse que não estava negando que havia ‘opiniões legítimas muito fortes sobre o Oriente Médio, sobre Gaza’, mas muitas pessoas da comunidade judaica lhe disseram que estavam preocupadas com a ‌natureza repetitiva das marchas.

Perguntado se a resposta ​mais dura deveria se concentrar em cantos e faixas ou se os protestos deveriam ser totalmente interrompidos, Starmer disse: ‘Acho que certamente a ⁠primeira opção, e ​acho que há ​casos para a segunda.’

‘Acho que é hora de analisar os protestos de ⁠forma geral e o efeito ​cumulativo’, disse ele, acrescentando que o governo precisava analisar quais outras medidas poderia tomar.

O Reino Unido elevou seu nível de ​ameaça de terrorismo para ‘grave’ na quinta-feira, em meio a preocupações crescentes com a segurança.

‘Estamos vendo ​uma ameaça elevada ⁠a indivíduos e instituições judaicas e israelenses no Reino Unido’, disse o ⁠chefe do policiamento antiterrorismo, Laurence Taylor, em um comunicado. Ele acrescentou que a polícia também estava trabalhando ‘contra uma situação global imprevisível que tem consequências mais próximas de casa, incluindo ameaças físicas por atores ligados ao Estado’.

Continua depois da publicidade