Abear: principal item de custo do setor aéreo acumula alta de 100% após aumentos

Em uma tentativa de mitigar os efeitos, a Petrobras permitirá o parcelamento de parte do reajuste em seis vezes

Estadão Conteúdo

Aviões da Azul e da Gol no Aeroporto Internacional de Salvador, Brasil 03/02/2025 REUTERS/Ueslei Marcelino
Aviões da Azul e da Gol no Aeroporto Internacional de Salvador, Brasil 03/02/2025 REUTERS/Ueslei Marcelino

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A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) divulgou um posicionamento argumentando que o reajuste no querosene de aviação (QAV) anunciado pela Petrobras na sexta-feira tem “impactos gravíssimos na conectividade do País”. Com o terceiro reajuste desde o início dos conflitos no Oriente Médio, o principal item de custo do transporte aéreo acumula uma alta de 100%, segundo a entidade.

A associação argumenta que, como a Petrobras produz internamente quase todo o QAV consumido, o Brasil “reúne as condições para diminuir as consequências dos choques externos para a população”.

O reajuste anunciado pela estatal é de 18%, o que equivale a um acréscimo de R$ 1,00 por litro. A Petrobras informou que o aumento segue uma fórmula contratual de paridade internacional, em vigor há mais de 20 anos. Em uma tentativa de mitigar os efeitos, a companhia permitirá o parcelamento de parte do reajuste em seis vezes, com início em julho de 2026, repetindo a estratégia adotada no mês anterior, quando o aumento foi de 54%.