Ganhadora do Nobel da Paz é internada após crise em prisão iraniana

A Fundação Narges Mohammadi afirmou que a iraniana teve dois episódios de perda total de consciência e uma crise cardíaca grave

Estadão Conteúdo

Um espaço vazio para indicar ausêncua da vencedora do Prêmio Nobel da Paz, Narges Mohammadi, na cerimônia de premiação
10 de dezembro de 2023
NTB/Javad Parsa via REUTERS
Um espaço vazio para indicar ausêncua da vencedora do Prêmio Nobel da Paz, Narges Mohammadi, na cerimônia de premiação 10 de dezembro de 2023 NTB/Javad Parsa via REUTERS

Publicidade

Narges Mohammadi, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz 2023 e atualmente presa pelo Irã, foi transferida em caráter de urgência da prisão para um hospital no noroeste do país após uma “deterioração catastrófica” de sua saúde, informou sua fundação nesta sexta-feira, 1º.

A Fundação Narges Mohammadi afirmou que a iraniana teve dois episódios de perda total de consciência e uma crise cardíaca grave. Ela teria desmaiado duas vezes na prisão em Zanjan, de acordo com a fundação. Além disso, perdeu 20kg e sofreu um infarto na prisão no fim de abril.

A transferência hospitalar ocorre “após 140 dias de negligência médica sistemática” desde sua prisão em 12 de dezembro, afirmou a fundação. Narges havia iniciado greve de fome em fevereiro e foi condenada a mais sete anos de prisão.

“Esta transferência foi inevitável, depois que os médicos da prisão determinaram que sua condição não poderia ser tratada no local – apesar das recomendações médicas vigentes de que ela fosse atendida por sua equipe de especialistas em Teerã”, declarou a fundação.

Socorro pode ter chegado tarde demais, diz família

A família de Mohammadi vinha defendendo sua transferência para instalações médicas adequadas há semanas.

A fundação, citando familiares, afirmou que a transferência para um hospital em Zanjan foi “uma ação desesperada de última hora, que pode ser tardia demais para suprir suas necessidades críticas”.

Continua depois da publicidade

O irmão de Mohammadi, Hamidreza Mohammadi, que vive em Oslo, na Noruega, disse em uma mensagem de áudio compartilhada com a Associated Press pela fundação que a família está “lutando por sua vida”.