Berkshire: lucro salta 120% no 1T, a US$ 10,1 bi, com menor impacto de investimentos

A companhia registrou perdas de US$ 1,6 bilhão com investimentos no trimestre, cerca de 75% menores do que as perdas de US$ 6,4 bilhões apuradas um ano antes

Estadão Conteúdo

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A Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, reportou lucro líquido de US$ 10,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de cerca de 120% em relação ao registrado em igual período do ano anterior, de US$ 4,6 bilhões, beneficiado principalmente por menor impacto negativo da marcação a mercado de investimentos.

A companhia registrou perdas de US$ 1,6 bilhão com investimentos no trimestre, cerca de 75% menores do que as perdas de US$ 6,4 bilhões apuradas um ano antes, refletindo a volatilidade dos ativos em carteira.

A receita total somou US$ 93,7 bilhões no período, alta de 4,4% em relação aos US$ 89,7 bilhões do primeiro trimestre de 2025, sustentada pelo desempenho dos negócios operacionais, com destaque para as divisões de seguros e atividades industriais.

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O lucro antes de impostos foi de US$ 12,3 bilhões, avanço de aproximadamente 139% ante os US$ 5,1 bilhões no mesmo intervalo do ano anterior.

A Berkshire também manteve elevado nível de liquidez. A soma de caixa e aplicações em títulos do Tesouro americano ultrapassou US$ 390 bilhões ao fim de março, reforçando a posição conservadora da companhia em meio à disciplina na alocação de capital.

No trimestre, a empresa vendeu cerca de US$ 24 bilhões em ações, volume mais de quatro vezes superior ao observado um ano antes, e acima das compras, de aproximadamente US$ 16 bilhões, indicando postura mais cautelosa diante das condições de mercado.

Entre os movimentos estratégicos, a Berkshire concluiu a aquisição do negócio químico da Occidental Petroleum por cerca de US$ 9,5 bilhões, ampliando sua exposição a atividades industriais.

A operação de seguros, principal pilar do grupo, apresentou desempenho estável no período, sem impacto relevante de grandes eventos catastróficos, o que contribuiu para a manutenção da rentabilidade operacional.

A Berkshire Hathaway abre neste sábado sua conferência anual de acionistas, a primeira sem Warren Buffett no comando. O investidor anunciou em abril a transição do cargo de CEO para Greg Abel, encerrando uma era de mais de seis décadas à frente do conglomerado.

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O encontro ocorre em meio à recente queda das ações da companhia o que aumenta a atenção do mercado sobre o evento em Omaha, Nebraska.