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O dólar fechou a quarta-feira em alta no Brasil, voltando ao patamar de R$5,00 com o real acompanhando o desempenho fraco de divisas pares em meio ao fortalecimento da moeda norte-americana e do petróleo no exterior, em um dia marcado por decisões de juros nos Estados Unidos e no Brasil.
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Qual a cotação do dólar hoje?
O dólar à vista fechou em alta de 0,39%, aos R$5,0021.
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Às 17h03, o dólar futuro para maio DOLc1 — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — subia 0,49% na B3, aos R$5,0010.
Dólar comercial
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O que aconteceu com o dólar?
O Federal Open Market Committee (FOMC) anunciou, nesta quarta-feira, a decisão de manter a taxa básica de juros no intervalo entre 3,50% a.a. e 3,75% a.a., em linha com a expectativa do mercado. A surpresa, porém, ficou por conta da dissidência de três membros em relação à mensagem do comunicado, que votaram pela retirada do viés de redução da taxa de juros.
Segundo a 4intelligence, o comunicado do FOMC reafirmou a perspectiva de uma pausa prolongada nos juros. “No geral, o comunicado manteve tom inclinado para o lado hawkish — jargão de mercado que indica predileção por manter condições monetárias restritivas. Isso, bem como o dissenso de três diretores em relação à sinalização de flexibilização, reafirma nossa expectativa de que o juro básico do Fed não voltará a ser reduzido tão cedo. Continuamos a projetar corte adicional modesto apenas em 2027”, avalia a casa.
Ainda assim, o Fed manteve a sinalização de flexibilização da política monetária ao preservar, no comunicado, o trecho que afirma que, ao “considerar a extensão e o timing de ajustes adicionais da taxa básica de juros, o Comitê avaliará cuidadosamente os dados disponíveis, a evolução das perspectivas e o balanço de riscos”.
No Brasil, a expectativa é de corte da Selic em 0,25 ponto percentual (p.p.), de 14,75% para 14,50% ao ano, ainda que exista certa divisão no mercado sobre o tema. A estimativa de economistas é de que o tom da reunião do Copom seja semelhante ao da decisão anterior, com uma comunicação cautelosa em meio ao forte cenário de incerteza.
A situação entre EUA e Irã segue incerta. Donald Trump afirmou que manterá o bloqueio naval dos EUA contra o Irã até que ambos cheguem a um acordo nuclear.
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“O bloqueio é um pouco mais eficaz do que os bombardeios”, disse Trump à Axios na quarta-feira. “Eles estão sufocando como um porco recheado, e vai piorar para eles. Eles não podem ter uma arma nuclear.”
(Com Reuters)